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Na sexta-feira, 20/03, ocorreram nos três turnos a realização das plenárias de representantes dos trabalhadores concursados da educação municipal de Belo Horizonte. As plenárias iniciaram com uma formação sobre a conjuntura internacional. Na sequência foram discutidos os destaques da pauta não econômica da Campanha Salarial de 2026. Por fim, os representantes fizeram uma avaliação do momento em que as escolas se encontram e a construção de um calendário de mobilização para o enfrentamento aos ataques promovidos pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) e também estratégias de mobilização para a Campanha Salarial de 2026.
Os principais pontos levantados foram sobre a situação da falta de professores nas escolas e sobre as condições de materialidade e até mesmo estruturais. Sobre os quadros foi levantado uma situação muito díspar, com algumas escolas com muitas faltas e outras com um quadro mais estável. Foi levantado também a situação do novo integral da Educação Infantil que representa um retrocesso muito grande na política que vinha sendo implementada na Rede. Outro ponto de atenção é com relação ao risco dessa política de ranqueamento que vai aprofundar ainda mais as desigualdades escolares na cidade.
Para além disso houve um entendimento por parte dos representantes de que a situação está muito complicada com política de transferência de verba progressiva para o setor privado, sejam para as OSCs ou para os empresários amigos do Governo Damião, trata do desmonte da educação pública de Belo Horizonte e que há uma necessidade da categoria se mobilizar pra resistir.
Assim, o calendário de mobilização da categoria construído e aprovado foi a data do dia 09/04 para a plenárias de representantes manhã e tarde e 10/04 para a plenária da EJA, e do dia 16/04 a Assembleia Geral com paralisação total e indicativo de greve às 14h na Praça da Estação, para que haja uma mobilização nas escolas e termos um movimento forte para a Campanha Salarial 2026 e para o enfrentamento a essa política de sucateamento e privatização da educação, bem como de desvalorização dos servidores praticados pela PBH.