Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (25/02), na Praça Afonso Arinos, os trabalhadores em educação terceirizados da MGS deliberaram pela continuidade da greve. A decisão é uma resposta ao descumprimento do compromisso firmado pela secretária de Educação Natália Araújo, durante o ato realizado ontem (24/02) no prédio da SMED.
Durante o ato, após cerca de 40 minutos discursando para a categoria, a secretária de Educação afirmou que se reuniria com o prefeito para debater a situação dos trabalhadores terceirizados e depois convocaria o Comando de Greve para negociar as pautas da Campanha Salarial e esclarecer os pontos que seguem em aberto sobre os pregões e as novas empresas que assumirão os contratos nas escolas da Rede Municipal.
A secretária também afirmou que a reunião com o prefeito Álvaro Damião trataria sobre a situação dos auxiliares de apoio ao educando, um dos segmentos mais impactados pelas incertezas contratuais. Após idas e vindas, a posição da Prefeitura é a renovação do contrato de 100% dos trabalhadores com a MGS até o mês de junho.
No entanto, o compromisso de reunião com o Comando de Greve não foi cumprido. Sem qualquer retorno oficial ou avanço nas negociações, a categoria avaliou que não houve mudanças concretas no cenário e decidiu manter a paralisação.
A assembleia reafirmou que a greve é resultado da falta de diálogo efetivo e da ausência de garantias formais sobre as condições de trabalho, a transparência nos processos de pregão e o atendimento às reivindicações da Campanha Salarial 2026.
Após a Assembleia, mesmo embaixo de uma forte chuva, os trabalhadores realizaram um grande ato em direção à Prefeitura de Belo Horizonte.
Calendário de mobilização
A categoria aprovou o seguinte calendário:
- Quinta-feira (26/02)
- Manhã e tarde: Visita às escolas
- 15h30: Audiência de Conciliação no Ministério Público do Trabalho (Apenas Comando de Greve)
- Sexta-feira (27/02), às 14h – Assembleia Geral de Greve no Auditório do Hotel Dayrell
Os trabalhadores seguem mobilizados, cobrando respeito, negociação efetiva e segurança para todos os trabalhadores, rumo ao fim da terceirização, com concurso público para todos os cargos que garantem o funcionamento das escolas da Rede Municipal de Belo Horizonte.





