Em assembleia geral realizada ontem (02/06) a categoria dos trabalhadores em educação deliberou, por ampla maioria, pela continuidade da greve, que já se aproxima de 40 dias.
Diante da estagnação das negociações com a gestão Damião-Natália, os trabalhadores realizam um ato unificado logo após a assembleia e seguem em ato em até a Secretaria de Planejamento, que encontra-se ocupada por tempo indeterminado por parte do comando de greve.
A categoria permanecerá no prédio até que as negociações sejam reabertas, avancem e contemplem as reivindicações que são de conhecimento da PBH há mais de 2 meses. No entanto, há autorização de permanência no local até 17h30, e diante da ameaça de desocupação, os trabalhadores permanecerão presentes para evitar ações violentas por parte da Guarda Municipal.
Apesar da disposição da categoria para negociar, a gestão Damião-Natália
criou um novo problema que impede a apreciação de propostas: uma postura de enfrentamento ao movimento, cortando os salários dos trabalhadores em greve e se recusando a garantir a reposição dos dias parados na educação infantil, além de dificultar a reposição do ensino fundamental.
Para o Comando de Greve, essa postura agrava ainda mais o conflito e prejudica toda a comunidade escolar. A negativa em assegurar a reposição das atividades compromete o direito dos estudantes à educação, previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e pode prolongar desnecessariamente a paralisação.
Próximos passos
Em assembleia, a categoria também votou um calendário de greve, que inclui:
06 e 07/06
Carro de som nas comunidades
08/06, 8h30
Nova assembleia em local a definir