Prefeitura deixa de pagar dias trabalhados em julho e compromete encerramento do ano letivo

Cortes de ponto, suspensão de extensões de jornada e retenção do pagamento dos dias de reposição fizeram trabalhadores receberem menos de R$ 1 mil

A Prefeitura de Belo Horizonte deixou de pagar, neste mês, os dias trabalhados em julho e o Sind-REDE/BH enviou ofício à Prefeitura questionando os cortes. Segundo resposta da Secretaria de Educação (SMED), a retenção dos valores estaria relacionada a uma decisão administrativa da própria SMED. 

Após movimentação e cobranças do sindicato e um grupo de representantes, o governo se comprometeu a realizar uma ordem de pagamento próximo ao dia 20 de setembro. Pode minimizar o problema, porém a prática de não realizar o pagamento de salário de dias trabalhados é inaceitável.

Além do não pagamento dos dias trabalhados em julho, os trabalhadores enfrentam cortes de ponto relacionados à greve e a suspensão de extensões de jornada. Como consequência, alguns professores receberam menos de R$ 1 mil neste mês. Em um dos casos recebidos pelo Sind-REDE/BH, uma professora recebeu apenas R$ 20.

Medidas prejudicam os trabalhadores

As medidas são consideradas pelos trabalhadores como irregulares e imorais, além de descumprirem decisão judicial relacionada ao movimento grevista. A situação gera indignação entre os profissionais da Educação, que denunciam os impactos financeiros e a insegurança provocada pela política adotada pela administração municipal.

Para os trabalhadores, as decisões da gestão do prefeito Álvaro Damião agravam o conflito na Educação e colocam em risco o processo de organização e fechamento do ano letivo. A retenção dos pagamentos e os cortes realizados podem comprometer a continuidade das atividades e dificultar a garantia do calendário escolar.

Prefeito Damião não tem responsabilidade política

Para a categoria, a ausência de um posicionamento público do prefeito Álvaro Damião sobre os cortes e retenções demonstra falta de responsabilidade política diante dos impactos sofridos pelos trabalhadores. 

Os trabalhadores da Educação cobram da Prefeitura de Belo Horizonte e da Secretaria Municipal de Educação a regularização imediata dos pagamentos, o cumprimento das decisões judiciais e a revisão das medidas que vêm penalizando a categoria.