Prefeitura de BH reduz número de profissionais nas escolas e limita regras de dobras

Sind-REDE/BH questiona as prioridades da PBH diante da falta de recursos e da sobrecarga nas escolas municipais

No início desta semana chegou às escolas orientações que dificultam as extensões de jornadas (dobras) para substituição de professores com licença até 5 dias e para professores de Atendimento Educacional Especializado (AEEs) até 30 dias.

Em julho a SMED já havia cortado projetos existentes nas escolas e com este corte várias extensões de jornadas foram canceladas, assim como os contratos de estagiários foram cancelados.

Na sequência, os contratos de Assistentes Sociais e Psicólogos não foram renovados sem que o edital de concurso público para essas funções tenha sido publicado.

Estas medidas levam a uma redução significativa do número de profissionais dentro das escolas, em especial professores.

A consequência é que em muitos momentos não tem sequer um professor para cada sala de aula e a estrutura necessária de apoio externo às salas ficam completamente comprometidas, tumultuando todo o funcionamento escolar.

Mas a pergunta que não quer calar é: para onde está indo o dinheiro da educação em Belo Horizonte?

A política de redução de pessoal e o sufocamento das escolas 

A prática da SMED de enxugar o quadro de trabalhadores nas escolas tem gerado sobrecarga. Com a falta crônica de pessoal efetivo e os cortes recorrentes de profissionais de apoio, a situação de quem está dentro da sala de aula só piora. O adoecimento aumenta e a rotina escolar dos estudantes fica dificil de ser mantida. 

O estrangulamento financeiro das escolas e a escassez de profissionais contrastam com as prioridades da gestão municipal. Enquanto unidades escolares enfrentam dificuldades até com materiais básicos de custeio e falta de pessoal para atender com dignidade os estudantes, incluindo crianças com deficiência que necessitam de apoio especializado, a PBH insiste na opção política de direcionar verbas para parcerias e contratos com empresas e entidades privadas.

Essa substituição gradual e o desmonte dos serviços públicos essenciais revelam um projeto claro de precarização. A redução de profissionais nas escolas não é um erro de cálculo orçamentário; é uma escolha política que joga nas costas dos trabalhadores e das crianças o peso de uma suposta “austeridade”.  

Educação não é mercadoria!

O Sind-REDE/BH denuncia essa política de desmonte e reafirma que a luta por condições dignas de trabalho, pela valorização das carreiras, pelo fim das barreiras às dobras e pela contratação imediata de profissionais via concurso público é a defesa verdadeira da própria escola pública.

Dinheiro público tem que ir para a educação pública!
A categoria seguirá unida e mobilizada nas ruas e nas escolas para barrar esse projeto de precarização e exigir respeito da Prefeitura de Belo Horizonte.