Moção de solidariedade pelas liberdades de Thiago Ávila, Saif Abu Keshek e Zé Maria

Contra a criminalização da ajuda humanitária e pela anulação de prisões políticas

A Assembleia dos Trabalhadores da Educação da Rede Municipal de Belo Horizonte, ocorrida em 5 de maio, aprovou moção de solidariedade a Thiago Ávila, Saif Abu Keshek e Zé Maria.

Nas últimas semanas, duas situações chamaram a atenção dos movimentos sociais e sindicais do país pela gravidade dos acontecimentos:

Primeiro, a captura de integrantes da flotilha para Gaza que levavam ajuda humanitária ao povo palestino. A ação ocorreu em águas internacionais, área em que o Estado de Israel não arbitra. 

Vários membros foram capturados, incluindo cinco brasileiros. Quatro deles já foram liberados e relataram ter sofrido tortura.

Um deles, o brasileiro Thiago Ávila, permanece preso em Israel. Assim como o espanhol Saif Abu Keshek. E é urgente uma campanha pela libertação dos ativistas!

Além disso, nos revolta a condenação, a dois anos de prisão em regime aberto, de José Maria de Almeida, presidente do PSTU, pelo crime de racismo contra judeus. A condenação foi motivada por uma fala em um ato público realizado em São Paulo (SP), onde Zé Maria condena o Estado de Israel e sua ação de extermínio e apartheid contra o povo Palestino.

Trata-se de uma condenação abusiva e que atenta contra a liberdade de manifestação. Ter posição política contra a ação de um Estado ou mesmo contra a sua existência não caracteriza crime de racismo contra um povo.

Foram várias as tentativas de condenação de ativistas brasileiros por este crime, felizmente sem sucesso, visto que não há nenhuma base legal para isso. A condenação de Zé Maria foi a primeira com este teor. É uma condenação política, sem nenhum embasamento em legislação vigente no Brasil.

Por isso:

– Denunciamos a captura arbitrária dos ativistas Thiago Ávila e Saif Abu Keshek. Exigimos a soltura imediata deles! A ajuda humanitária não é crime, genocídio é!

– Reivindicamos anulação imediata da condenação de Zé Maria! Repudiamos a condenação abusiva por criticar o regime de apartheid e extermínio promovido pelo Estado de Israel.

Nossa solidariedade é dirigida àqueles e àquelas que lutam.
Não aceitaremos a criminalização da solidariedade.