Nesta quarta-feira (02/07), os trabalhadores em educação da Rede Municipal de Belo Horizonte protagonizaram mais um dia de intensas mobilizações. Foram três atos em defesa da educação pública e dos direitos da categoria, com atividades acontecendo ao longo de todo o dia: uma vigília no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), uma denúncia protocolada no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e um ato do Coletivo de Aposentadas e Aposentados na Defensoria Pública de Minas Gerais.
Ato na Defensoria Pública
Logo cedo, às 9h da manhã, o Coletivo de Professores e Professoras Aposentadas do Sind-REDE/BH realizou um ato na porta da Defensoria Pública de Minas Gerais, enquanto uma comissão de representantes do coletivo se reuniu com o defensor público e coordenador da Defensoria Especializada da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, Dr. Estevão Machado de Assis Carvalho, para formalizar denúncias contra a Prefeitura.
Durante a reunião, foram relatadas as violências institucionais e o abandono do governo municipal em relação ao segmento de aposentados e aposentadas da educação. A Defensoria se comprometeu a enviar um ofício ao prefeito Álvaro Damião, com cópia ao Sind-REDE/BH, formalizando a denúncia e solicitando a abertura de negociações específicas com o setor. Um documento com as reivindicações da categoria também foi entregue. Como disse uma representante do coletivo: “Aguardamos posicionamento do prefeito Álvaro Damião e seguimos repetindo: Da luta ninguém se aposenta!”
Vigília no TJMG
Ainda pela manhã, às 11h, ocorreu uma vigília na porta do Tribunal de Justiça de Minas Gerais enquanto uma comissão do Sind-REDE/BH participava de audiência de conciliação com representantes da Prefeitura de Belo Horizonte, mediada pelo Tribunal, na tentativa de avançar na pauta da Campanha Salarial 2025. A audiência foi marcada após a tentativa frustrada governo Álvaro Damião (União Brasil) de considerar a greve ilegal, através de uma liminar. A greve da educação completa hoje 27 dias, e Damião tem se recusado a melhorar o índice de reajuste de 2,49%.
Durante a vigília, os trabalhadores — aposentados, concursados e terceirizados — ocuparam a Avenida Afonso Pena, em um ato unificado, entoando palavras de ordem contra a postura truculenta da gestão municipal. Uma das principais críticas foi o cancelamento unilateral e sem diálogo das férias de julho dos trabalhadores terceirizados da MGS, além da exigência de avanços concretos na negociação com os professores. Ainda ocupando a Av. Afonso Pena, os trabalhadores realizaram um almoço coletivo, com marmitas fornecidas pelo Sindicato.
Denúncia no MTE
No início da tarde, às 13h, os trabalhadores terceirizados seguiram para o Ministério do Trabalho, onde protocolaram uma denúncia contra a Prefeitura e a MGS. A acusação diz respeito à convocação emergencial e fora do calendário escolar feita para o sábado (28/06), com o objetivo de oferecer alimentação aos estudantes. A convocação aconteceu de forma irregular na noite da sexta-feira (27/06), em muitos casos após as 21h. Trabalhadores relataram situações de assédio moral, pressão e ameaças após se recusarem a comparecer às escolas às 6h da manhã de sábado.
A denúncia foi entregue ao superintendente regional do trabalho, Carlos Calazans. O Sind-REDE/BH reitera que os profissionais da MGS já cumprem jornadas extenuantes de 44 horas semanais e que ações como essa representam graves violações dos direitos trabalhistas.
O Sind-REDE/BH repudia as práticas autoritárias e o desrespeito da atual gestão com todos os segmentos da educação pública — professores, aposentados e terceirizados — e reforça seu compromisso com a luta por valorização, dignidade e justiça social para todos que dedicam a sua vida à educação pública da cidade.