A Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH manifesta seu mais profundo repúdio à brutal repressão sofrida pelos trabalhadores terceirizados da limpeza e conservação urbana do Espírito Santo, na última quarta-feira, 24 de julho. Durante uma greve legítima e pacífica por equiparação de benefícios — como vale-alimentação, cesta básica e PLR — os trabalhadores, organizados pelo SindLimpe-ES, foram covardemente agredidos pela Polícia Militar do Estado, sob o comando do governador Renato Casagrande (PSB).
As imagens que circulam nas redes e na imprensa demonstram a brutalidade da ação da Polícia Militar, que alegou “hostilidade” por parte dos grevistas. Porém, os vídeos mostram claramente que os trabalhadores apenas exerciam seu direito constitucional à livre manifestação de forma pacífica e ordeira. Ainda assim, foram surpreendidos por uma ação violenta e desproporcional, com o uso de bombas de efeito moral, balas de borracha, gás lacrimogêneo e spray de pimenta.
O ataque ocorreu na porta da empresa ArcelorMittal, na cidade de Serra — a PM do governador Renato Casagrande (PSB), atendendo aos interesses de uma empresa privada, de forma cruel, fere a dignidade desses trabalhadores, que se manifestavam de forma pacífica e ordeira.
Entre os feridos está uma dirigente sindical, mulher negra, que foi arrastada pela PM, além de outros quatro trabalhadores feridos por balas de borracha, um deles atingido no pescoço. Todos precisaram de atendimento médico em UPA, Samu e hospital público.
Não aceitaremos a criminalização da luta por direitos! Quando um trabalhador é agredido por se manifestar, toda a classe trabalhadora é atacada. A tentativa de calar, intimidar e desmobilizar a organização coletiva dos trabalhadores será enfrentada com ainda mais unidade e resistência.
O Sind-REDE/BH se solidariza com os trabalhadores representados pelo SindLimpe-ES e exige:
- Abertura imediata de investigação sobre a ação policial, com responsabilização dos agentes envolvidos;
- Garantia do direito constitucional de greve, sem repressão ou intimidação;
- Retomada das negociações com mediação do Ministério Público do Trabalho;
- Identificação e punição dos responsáveis pelas agressões.
Toda nossa solidariedade aos companheiros e companheiras do Espírito Santo. Sua luta é nossa luta. Não há democracia onde o Estado reprime quem reivindica dignidade.
Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH