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Na manhã de quinta-feira (05/06), trabalhadores da Escola Municipal Paulo Mendes Campos afixaram uma faixa na entrada da unidade exigindo negociação imediata sobre as precárias condições de funcionamento. Sexta-feira (06/06), em ato arbitrário, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) retirou o manifesto, silenciando o apelo da comunidade escolar. Este episódio simboliza a política de descaso que atinge toda a rede municipal.
SITUAÇÃO DA ESCOLA:
A unidade enfrenta desafios críticos que comprometem a Educação Integral – política que deveria garantir formação plena aos estudantes, mas esbarra na realidade:
Falta de infraestrutura;
Espaços insuficientes para atividades pedagógicas;
Carência de materiais educacionais adequados;
Subdimensionamento de profissionais;
Escassez de professores e equipe de apoio, sobrecarregando os trabalhadores;
Investimentos inexistentes;
Ausência de recursos para implementar o currículo de Educação Integral na prática.
COMO ISSO SE CONECTA À SITUAÇÃO DA REDE:
As reivindicações da Paulo Mendes Campos refletem problemas estruturais de toda a Rede:
Salários defasados há anos;
Turmas superlotadas e acúmulo excessivo de funções;
Contratos milionários sem licitação (como os R$ 11,3 milhões com a Falconi Consultores);
Desvio de verbas que deveriam ir para escolas, mas beneficiam aliados políticos.
EXIGÊNCIAS:
Os trabalhadores demandam:
Soluções imediatas para as falhas estruturais da escola;
Cumprimento da lei do Piso;
Ampliação do quadro de professores e investimento real nas unidades;
Respeito ao direito de manifestação (reposição da faixa retirada).
MOBILIZAÇÃO:
A comunidade reforçará as ações de pressão nesta semana, incluindo nova assembleia dia 11/06. A greve municipal segue até que haja negociação concreta.
Belo Horizonte, MG, 09 de junho de 2025.
ASSINAM:
Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de BH e Comunidade Escolar da E.M. Paulo Mendes Campos