Junho de lutas: a hora do reencontro das trabalhadoras e trabalhadores concursados com sua história

Após 4 grandes assembleias, a tentativa do Governo de recrudescer a resposta ao movimento via judicialização e abertura forçada das […]

Após 4 grandes assembleias, a tentativa do Governo de recrudescer a resposta ao movimento via judicialização e abertura forçada das escolas representou mais um impulso ao Movimento grevista, que adentrara o mês de julho diante do dilema da possibilidade de refluxo, a chegada do recesso escolar e as ameaças de judicialização. 

As decisões da semana final da Greve foram as mais notáveis e, ao mesmo tempo, difíceis. O reencontro da categoria com sua história teria momentos inesquecíveis nesta semana: primeiro na maior assembleia deste século, com cerca de 4 mil trabalhadores, na porta da Prefeitura, seguida de um abraço simbólico no quarteirão da PBH. 

Na sequência nova assembleia lotada, desta vez na Praça da Estação, seguida de ato que representou a Rede “que não se rompe e não se deixa abater”. Momento de profundo significado, de unidade entre todos os setores e Coletivos que compõem a diretoria colegiada e a base do Sindicato. 

O ato foi seguido de uma nova ocupação das trabalhadoras em educação da Porta da Prefeitura em assembleia permanente visando a negociação, que a esta altura envolvia a PBH e o poder judiciário. 

A nova assembleia chamada para a sexta feira, dia 04/07, tinha como difícil tarefa apresentar a nova proposta, após a negociação com o poder Judiciário. O comando de Greve, em momento de maturidade e compromisso com a categoria decidiu por unanimidade pelo fim do movimento grevista naquele momento, o que foi defendido pelos três Coletivos componentes da diretoria colegiada.

Os momentos de término são sempre difíceis, mas como relatado ele foi fruto de uma profunda e sincera reflexão tomada por todos integrantes do Comando de Greve.

No fim do movimento, o sentimento geral da maior parte dos envolvidos era de dever cumprido e sucesso do movimento, o que refletiu no retorno dos grevistas as escolas na segunda, dia 08/07, no qual prevaleceu as mensagens de vitória da nossa categoria. 

Em suma, entre os elementos positivos desta marcante Greve, elencamos: 

  • A capacidade de adesão maciça da categoria, mantendo altos índices de paralisação e comparecimento às assembleias e atos.
  • A inovação e inventividade dos atos, que mobilizaram amplos setores da categoria.
  • A presença vital das professoras aposentadas, em atos, assembleias, comando de Greve e mesa de Negociação, o que trouxe a tona as pautas e reivindicações históricas do setor.
  • A formação de novos quadros, militantes e ativistas na categoria, que se envolveram cotidianamente na Greve.
  • As conquistas econômicas em conjunto (segunda parcela de reajuste, vale alimentação para o conjunto da categoria, novas progressões de níveis por escolaridade para as trabalhadoras e trabalhadores da “ativa”) 
  • A derrota do processo de Judicialização imposto pela PBH. O que representa uma importante vitória diante das ações de criminalização do direito de Greve. 
  • Reforçaram o papel do SindRede/BH enquanto sindicato combativo, classista e de luta. Reafirmando sua importância para novos e experientes militantes da nossa categoria.

*Texto elaborado pelos membros da Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH membros do Coletivo Esperançar, Luiz Bittencourt e Talita Barcelos