Em reunião realizada no dia 24 de agosto, representantes dos monitores do Programa Escola Integrada (PEI) deram início à construção coletiva de uma proposta para delimitar as funções desempenhadas pelos trabalhadores. O documento será sistematizado pelo grupo e posteriormente apresentado à Secretaria Municipal de Educação (SMED).
A iniciativa parte de uma necessidade vivenciada diariamente pelos monitores: atualmente, as atribuições da categoria não estão suficientemente delimitadas. Na prática, isso permite que diferentes tarefas sejam atribuídas aos trabalhadores de acordo com a interpretação de cada gestão escolar, gerando insegurança e podendo contribuir para a precarização do trabalho desenvolvido no programa.
Experiências das escolas orientam debate
O encontro foi marcado pela escuta e pelo levantamento das experiências vivenciadas pelos monitores nas escolas. A partir da realidade de trabalho apresentada pelos representantes, foram discutidas atividades que devem integrar as atribuições da categoria e tarefas que não devem ser de sua responsabilidade.
Entre os principais pontos debatidos, está a necessidade de definir com maior clareza o papel do monitor no PEI e diferenciar suas funções das atribuições próprias de outros profissionais da escola.
Também foi destacada a importância de garantir que as oficinas e atividades desenvolvidas pelos monitores estejam articuladas à proposta do Programa Escola Integrada. Para os representantes, os trabalhadores não devem ser utilizados para suprir a falta de outros profissionais nem para desempenhar funções que não correspondam às atribuições do cargo.
Outro aspecto considerado fundamental é a garantia de condições adequadas para que o trabalho seja realizado com qualidade, respeito aos trabalhadores e aos estudantes. Nesse sentido, a definição das funções deve partir da experiência concreta de quem atua no programa e conhece, na prática, suas demandas e desafios.
Debate continua em setembro
A reunião não encerrou a discussão. As contribuições apresentadas serão organizadas e retomadas no próximo encontro, marcado para 14 de setembro, quando os representantes deverão concluir a sistematização das propostas e definir o documento que será apresentado à SMED.
A construção coletiva busca evitar que a definição das funções dos monitores seja estabelecida de forma unilateral. A proposta é que os próprios trabalhadores tenham participação efetiva na elaboração de um documento que reflita a realidade do PEI e estabeleça limites claros para suas atribuições.
A participação dos representantes será fundamental para a continuidade desse processo de organização e mobilização dos trabalhadores.