Famílias se mobilizam em defesa do transporte escolar e direito à Educação

Corte abrupto no transporte obriga famílias a buscarem transferência de escola e gera insegurança no acesso às aulas na rede municipal

Devido ao corte abrupto da política de fornecimento de transporte escolar para estudantes da Rede Municipal, comunicado às direções das escolas no dia 4 de fevereiro de 2026, familiares de estudantes se organizaram para convocar um ato público em defesa do direito à educação e do transporte escolar, na tarde desta quarta-feira (11/02), às 14h, na porta da Prefeitura (Av. Afonso Pena, 1212 – Centro)

O Sind-REDE/BH é parte ativa da mobilização das famílias e reforça que o acesso à escola não pode ser tratado como despesa descartável. O transporte escolar é parte integrante das condições objetivas para garantir permanência e aprendizagem, especialmente para estudantes que residem longe das unidades, em áreas com oferta insuficiente de vagas ou em áreas de risco.

Segundo relatos recebidos pelo Sindicato, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) solicitou que as direções assinassem uma carta informando às famílias que, a partir do dia 6 de fevereiro, não haveria mais ônibus disponíveis para os estudantes que utilizam o transporte escolar. No mesmo comunicado foi indicado que caberia aos pais e responsáveis providenciar a transferência dos filhos para uma unidade escolar indicada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

A medida, implementada sem diálogo prévio com as comunidades escolares e sem planejamento adequado, atinge centenas de famílias que dependem do transporte para garantir o acesso regular de crianças e adolescentes à escola. Para o Sind-REDE/BH, trata-se de uma decisão arbitrária, que compromete o direito constitucional à educação e desconsidera a realidade socioeconômica de muitas famílias da capital.

Há relatos de pais e responsáveis que, com o início do ano letivo, ainda não sabem como irão assegurar o deslocamento dos filhos até as unidades de ensino. A ausência de transição, aviso prévio razoável e alternativas concretas por parte do poder público gera insegurança, desorganiza a vida das famílias e pode resultar em evasão e prejuízos pedagógicos.

O Sindicato seguirá acompanhando o caso e cobrando da Prefeitura a imediata revisão da medida, com abertura de diálogo transparente com a comunidade escolar e apresentação de soluções que assegurem o direito de todos e todas à educação pública de qualidade.