Fevereiro de lutas: a histórica Greve das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados de Belo Horizonte

Fevereiro de lutas: a histórica Greve das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados de Belo Horizonte.

O ano de 2025 teve início com o forte movimento dos trabalhadores terceirizados, da MGS e Caixa Escolar, por respeito, valorização e sobretudo, dignidade. Durante os meses de fevereiro e março, as trabalhadoras e trabalhadores dos setores mais precarizados da nossa Rede deram exemplo de luta. 

Foram várias as assembleias lotadas que demonstraram a indignação e capacidade de mobilização da categoria. Algumas dessas assembleias contaram com mais de 4 mil trabalhadoras e trabalhadores em assembleias históricas. O movimento promoveu também uma ocupação na porta da Prefeitura que demonstrou a capacidade de resistência da categoria. 

Esta foi a primeira experiência de greve do setor, o que, para além dos resultados econômicos finais, significaram um importante momento do fazer-se deste segmento fundamental da nossa categoria, enquanto classe trabalhadora em luta.

O resultado final do movimento teve a conquista do reajuste de 7%, acima da inflação acumulada no período, equiparação de salários entre os porteiros e garantias de melhorias nas condições de trabalho. 

Mas além dos aspectos econômicos, a Greve das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados levou à tona a panela de pressão na qual o setor está submetido, lançando luz a sociedade belo-horizontina da importância das trabalhadoras e trabalhadores em educação das diversas áreas terceirizadas, do seu apagamento no interior das escolas e da sua força diante da luta por dignidade. 

A força do movimento forjou uma série de novas lideranças e demonstrou o acerto das políticas do SindRede/BH na construção das lutas da categoria. 

Caberá ao nosso sindicato, junto aos militantes de base e os membros da diretoria do setor, darem seguimento as lutas por valorização e dignidade das trabalhadoras e trabalhadores em educação da MGS e Caixa Escolar no próximo período. 


*Texto elaborado pelos membros da Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH membros do Coletivo Esperançar, Luiz Bittencourt e Talita Barcelos