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	<title>Denúncia &#8211; Sind-REDE/BH</title>
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	<description>Somos parte de uma rede que não se rompe e não se deixa abater!</description>
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	<title>Denúncia &#8211; Sind-REDE/BH</title>
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		<title>Contra desinformação da PBH, Sind-REDE/BH lança jornal sobre a realidade da Educação Municipal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jessica de Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 19:13:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concursados]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Greve]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura]]></category>
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					<description><![CDATA[Para combater a propaganda oficial da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e restabelecer a verdade sobre as condições de trabalho [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Para combater a propaganda oficial da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e restabelecer a verdade sobre as condições de trabalho na Rede Municipal, o Sind-REDE/BH produziu um jornal especial informativo. A iniciativa atende a uma demanda da própria categoria, que cobra transparência e contraposição aos dados distorcidos veiculados pelo governo municipal.</p>



<p>Recentemente, a publicidade da PBH, publicada no jornal O Tempo de 8 de junho, divulgou que os salários na educação podem chegar a até R$ 13 mil. O que a publicidade não mostra é quem realmente atinge esse teto, quais são as raras condições necessárias para isso e qual é, de fato, a remuneração da esmagadora maioria dos profissionais que dão vida às escolas de Belo Horizonte.</p>



<p>O jornal especial do Sind-REDE/BH desmente essa narrativa com dados concretos, contextualizados e verificáveis, além de trazer um panorama real de um dia a dia de&nbsp; desvalorização profissional e de desafios enfrentados pela categoria.</p>



<p>O lançamento deste material é apenas uma das frentes de atuação para enfrentar a desinformação e fortalecer a mobilização por direitos e transparência.</p>



<p><strong>Como acessar o jornal</strong></p>



<p>Para que o contraponto ganhe força, o Sind-REDE/BH convoca toda a categoria a ajudar na panfletagem e na distribuição do material nas comunidades escolares.</p>



<p>O exemplar digital pode ser acessado aqui: <a href="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2026/07/BOLETIM-ESPECIAL-MAIS-DE-700-MIL-EM-PROPAGANDA-ENGANOSA.pdf">https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2026/07/BOLETIM-ESPECIAL-MAIS-DE-700-MIL-EM-PROPAGANDA-ENGANOSA.pdf</a></p>



<p>Os exemplares físicos do jornal especial podem ser solicitados diretamente com a recepção do Sindicato.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Para adquirir: envie uma mensagem para o WhatsApp da recepção pelo número (31) 98620-9282.</li>
</ul>



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		<title>Mais uma vez a briga entre SMED e MGS coloca o atendimento às crianças em risco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 22:01:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura]]></category>
		<category><![CDATA[SMED]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde o ano passado a SMED já havia anunciado que 25% dos trabalhadores de Apoio ao Educando sairiam da MGS [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="667" src="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2026/02/0fd137b0fc6d536628271481c24b4412.jpeg" alt="" class="wp-image-29920" srcset="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2026/02/0fd137b0fc6d536628271481c24b4412.jpeg 1000w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2026/02/0fd137b0fc6d536628271481c24b4412-500x334.jpeg 500w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2026/02/0fd137b0fc6d536628271481c24b4412-768x512.jpeg 768w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2026/02/0fd137b0fc6d536628271481c24b4412-600x400.jpeg 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Saída de 25% do Apoio ao Educando das escolas de BH prejudica as crianças com deficiência (Foto: Freepik)</figcaption></figure>



<p>Desde o ano passado a SMED já havia anunciado que 25% dos trabalhadores de Apoio ao Educando sairiam da MGS e iriam para as OSCs. O contrato da SMED com a MGS para esses cargos vai diminuir em 25% na sexta-feira. Na reunião de hoje (23/02) a MGS anunciou que a partir de sexta-feira, todos os Apoios lotados nas regionais do Barreiro e Noroeste e parte da Oeste seriam retirados das escolas municipais para treinamento e realocação em outros contratos da empresa. Mantendo a posição já denunciada pelo sindicato, de não demissão dos trabalhadores obrigando os mesmos que peçam demissão caso queiram permanecer nas escolas. A SMED afirmou que não tem acordo de quais serão as regionais/escolas que vão ter a troca da MGS pelas OSCs. A SMED não garantiu que a troca será feita essa semana.</p>



<p>Esse “aviso” da MGS é mais um capítulo da briga entre SMED e MGS sobre os contratos. Há duas semanas o anúncio do treinamento para as cantineiras e consequentemente não garantia da alimentação das crianças, acabou provocando um acordo entre MGS e SMED. Não sabemos se o mesmo irá acontecer agora, mas as crianças com deficiência não podem ser usadas no meio dessa briga entre SMED e MGS. A MGS e SMED devem garantir a continuidade do serviço nas escolas e que na transição dos trabalhadores de uma empresa para outra o desligamento da MGS deve se dar com todos os direitos trabalhistas, sem que o trabalhador precise pedir demissão.</p>



<p>A resposta da categoria precisa ser reforçar a greve, <strong>ato nesta terça-feira (24/02) às 9h na Porta da SMED (R. Carangola 288,</strong> Santo Antônio) e nova <strong>Assembleia dos trabalhadores na quarta-feira (25/02)</strong> às 14h, na Praça Afonso Arinos.</p>
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		<title>Câmara aprova PL da dosimetria e prepara cassação de Glauber Braga em meio a violência e censura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Franco David]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 17:10:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A terça-feira (09/12) e a madrugada desta quarta-feira (10/12) registraram um dos episódios mais graves de autoritarismo e retrocessos recentes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="460" src="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/12/image-1024x460.png" alt="" class="wp-image-29628" srcset="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/12/image-1024x460.png 1024w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/12/image-500x224.png 500w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/12/image-768x345.png 768w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/12/image.png 1172w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Glauber Braga é retirado a força da mesa diretora pela Polícia Legislativa. Reprodução Instagram.</figcaption></figure>



<p>A terça-feira (09/12) e a madrugada desta quarta-feira (10/12) registraram um dos episódios mais graves de autoritarismo e retrocessos recentes no Congresso Nacional. Em meio a manobras regimentais, violência contra parlamentares e jornalistas, censura e a convocação acelerada de processos disciplinares, a maioria da Câmara aprovou o chamado <strong>PL da Dosimetria</strong>, projeto que reduz penas de condenados pelos atos golpistas que acarretaram no 8 de janeiro de 2023 e abre brecha para favorecer Jair Bolsonaro e outros condenados pelo STF.</p>



<p>A votação ocorreu enquanto o presidente da Câmara, <strong>Hugo Motta (Republicanos/PB)</strong>, tenta avançar simultaneamente com a <strong>cassação do deputado Glauber Braga (PSOL/RJ)</strong>, cuja sessão está prevista para hoje, logo mais, às 15h30.</p>



<p>Os fatos se deram em paralelo a um dia de ataques coordenados em diferentes frentes: no Senado, a maioria dos parlamentares aprovou a <strong>PEC que reinstitui o Marco Temporal</strong> na Constituição, atendendo aos interesses do agronegócio, enquanto <strong>no STF foram iniciadas as sustentações orais das ações que contestam a Lei 14.701/23</strong>, que tenta restabelecer a mesma tese já julgada inconstitucional em 2023.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>PL da Dosimetria: impunidade institucionalizada</strong></h2>



<p>Aprovado por <strong>291 votos a 148</strong>, o PL da Dosimetria altera regras centrais de punição em crimes contra o Estado Democrático de Direito. O texto, relatado por Paulinho da Força (Solidariedade/SP), determina que os crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito não terão mais penas somadas quando cometidos no mesmo contexto.</p>



<p>Essa mudança pode reduzir drasticamente a punição de Bolsonaro e de outros condenados. Estimativas citadas por parlamentares indicam que Bolsonaro, cuja pena atual é de 22 anos, poderia cair para algo em torno de <strong>2 anos e 4 meses</strong> de reclusão.</p>



<p>Além disso, o PL flexibiliza a Lei de Execução Penal, reduzindo o tempo mínimo de cumprimento de pena para progressão de regime em crimes violentos, um pacote que beneficia não apenas golpistas, mas também condenados por roubo, extorsão, sequestro, rufianismo e organização criminosa.</p>



<p>A proposta agora segue ao Senado, onde o presidente <strong>Davi Alcolumbre (União/AP)</strong> já sinalizou que pretende votar o texto antes do recesso de fim de ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Violência, censura e intimidação dentro do plenário</strong></h2>



<p>O dia foi marcado por cenas que chocaram o país. Antes da votação, a Polícia Legislativa, sob ordem de Hugo Motta, agrediu parlamentares e jornalistas e retirou à força o deputado Glauber Braga da mesa diretora, após protesto do parlamentar contra a manobra que tenta cassar seu mandato.</p>



<p>Mulheres parlamentares também foram empurradas e feridas. Jornalistas relataram agressões e expulsão do plenário, enquanto a <strong>TV Câmara teve sua transmissão interrompida</strong>, em mais um ato de censura institucional.</p>



<p>A gravidade das ações motivou notas de repúdio de diversas entidades, incluindo a <strong>Associação Brasileira de Imprensa (ABI)</strong>, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF). As entidades cobram explicações do presidente da Câmara, Hugo Motta, e responsabilização de todos que agrediram jornalistas por este sério atentado a um importante pilar da democracia brasileira. A ABI ainda afirmou que acionará judicialmente o presidente da Câmara por crime de responsabilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Glauber Fica: contra a perseguição política!</strong></h2>



<p>Em meio a processos disciplinares que atingem expoentes do bolsonarismo como Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, Hugo Motta incluiu o caso de <strong>Glauber Braga</strong> na pauta para produzir uma “falsa simetria política” entre condutas incompatíveis.</p>



<p>Enquanto os parlamentares bolsonaristas acumulam faltas, decisões judiciais descumpridas e até votação irregular a partir do exterior, o processo contra Glauber se baseia no episódio em que o deputado retirou do plenário um provocador do MBL. Glauber também já foi alvo de diversas tentativas de cassação por denunciar o Orçamento Secreto, privatizações e manobras do Centrão, criando uma inimizade direta com o ex-presidente da casa Arthur Lira (Progressistas/AL).</p>



<p>Organizações de movimentos sociais convocam ato às 14h, em frente à Câmara dos Deputados, contra a cassação. A palavra de ordem é clara: <strong>Glauber fica</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Marco Temporal no STF e no Senado</strong></h2>



<p>Enquanto a Câmara avançava nas manobras para favorecer golpistas e punir opositores, outros ataques ocorriam em Brasília.</p>



<p>No <strong>STF</strong>, tiveram início as sustentações orais que contestam a Lei 14.701/23, que tenta reinstalar o Marco Temporal e foi apelidada por organizações indígenas de “<strong>Lei do Genocídio Indígena</strong>”. O julgamento definitivo ocorrerá em data futura.</p>



<p>No <strong>Senado</strong>, a bancada ruralista aprovou a <strong>PEC 48/2023</strong>, que coloca o Marco Temporal na Constituição. O texto foi votado em dois turnos no mesmo dia, numa aceleração inédita.</p>



<p>A APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) convocou mobilizações em todo o país. O julgamento e as votações ocorrem enquanto cresce a violência nos territórios e enquanto ruralistas, setores do governo e o STF discutem propostas que mantêm retrocessos já considerados inconstitucionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Congresso inimigo do povo!</strong></h2>



<p>Os episódios das últimas 48 horas escancaram o caráter reacionário de um Congresso que age para blindar golpistas e perseguir parlamentares combativos. O Sind-REDE/BH reforça que a tentativa de cassar Glauber Braga, as agressões à imprensa e a aprovação do PL da Dosimetria não são fatos isolados, mas parte de uma ofensiva da extrema direita, fortalecida pela política de conciliação do governo federal com o Centrão e setores conservadores.</p>



<p>É necessário barrar essa escalada com mobilização e pressão direta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Nenhuma anistia para golpistas!</strong></li>



<li><strong>Cassação para todos os golpistas!</strong></li>



<li><strong>Não ao marco temporal!</strong></li>



<li><strong>Congresso Inimigo do povo!</strong></li>



<li><strong>Glauber fica!</strong></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia da Consciência Negra: lutar contra o genocídio do povo negro e por reparação histórica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Franco David]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 21:23:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Combate às Opressões]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Lutas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, marca a resistência de Zumbi dos Palmares, símbolo maior da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="814" src="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/11/consciencia-negra-1024x814.png" alt="" class="wp-image-29498" srcset="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/11/consciencia-negra-1024x814.png 1024w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/11/consciencia-negra-500x397.png 500w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/11/consciencia-negra-768x610.png 768w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/11/consciencia-negra.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>



<p>O Dia da Consciência Negra, celebrado em <strong>20 de novembro</strong>, marca a resistência de <strong>Zumbi dos Palmares</strong>, símbolo maior da luta contra a escravidão e da afirmação da cultura e identidade do povo negro no Brasil. Mais do que uma data comemorativa, é um dia de denúncia, mobilização e enfrentamento ao racismo estrutural que segue produzindo morte e exclusão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Violência policial e o alvo racial</h2>



<p>A realidade mostra que o país ainda repete brutalmente a lógica de perseguição e extermínio da população negra. A megaoperação policial realizada recentemente no Rio de Janeiro, a mando do governador Cláudio Castro (PL), nos complexos do Alemão e da Penha, é prova disso: resultou em 132 mortes, sendo 128 civis e quatro policiais, configurando a operação mais letal da história do país. Sendo que a decisão judicial que decretou a prisão de 58 alvos ligados ao Comando Vermelho não inclui nenhum dos nomes da lista de óbitos.</p>



<p>Poucos dias depois, o relatório “Pele Alvo: crônicas de dor e luta”, da Rede de Observatórios da Segurança, reafirmou a face racista da letalidade policial. A análise de nove estados mostra que 11 pessoas são mortas por dia pela polícia — um total de 4.068 mortes em 2024.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Os números revelam o padrão:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>3.066 das vítimas eram negras</strong>;</li>



<li><strong>86% das pessoas mortas eram negras ou pardas</strong>;</li>



<li>jovens entre 18 e 29 anos representam <strong>57% das vítimas</strong>;</li>



<li>quase <strong>300 adolescentes</strong> (12 a 17 anos) foram mortos.</li>
</ul>



<p>Mesmo após seis anos de pesquisa, a redução de mortes é mínima: apenas 4,4%. Em alguns locais, o quadro piorou. São Paulo, sob o governo Tarcísio (Republicanos), registrou aumento de 59,2% em um ano.</p>



<p>A probabilidade de uma pessoa negra ser morta pela polícia é maior em todos os nove estados: Bahia, o estado com a polícia mais letal (1.556 mortes), negros têm seis vezes mais chances de morrer. No Rio de Janeiro, são 4,5 vezes mais chances. Em Pernambuco e Amazonas, a situação é devastadora: 92,6% e 90% das vítimas, respectivamente, eram negras.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Minas Gerais e Belo Horizonte: retratos locais do racismo estrutural</h2>



<p>BH ocupa a 11ª posição entre as capitais com maior mortalidade de jovens negros, sendo que 70% dos jovens assassinados na cidade são negros.</p>



<p>Em Minas Gerais, sob o governo Zema (Novo), a desigualdade racial é ainda mais evidente: homicídios de pessoas negras chegam a ser quatro vezes maiores que os de brancos.</p>



<p>O racismo também se expressa em outras formas de violência:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>em 2023, Minas registrou <strong>1.841 casos de injúria racial</strong>, aumento de <strong>153%</strong> em relação ao ano anterior;</li>



<li>em 2024, o salto foi ainda maior: <strong>190%</strong>.</li>
</ul>



<p>Esses números refletem a ausência de políticas públicas estruturadas de combate ao racismo e de proteção das populações periféricas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Zumbi dos Palmares: símbolo vivo da luta coletiva</h2>



<p>A lembrança de Zumbi é inseparável das lutas atuais. O Quilombo dos Palmares resistiu por quase 100 anos aos ataques portugueses, holandeses e da elite latifundiária. Palmares não foi apenas refúgio: foi centro organizado de resistência antiescravista, baseado na unidade e na autodefesa coletiva.</p>



<p>A história negra no Brasil é marcada por levantes como a Revolta da Chibata, Balaiada, Revolta dos Malês, Cabanagem, entre outros. Cada um carrega lições de enfrentamento que seguem necessárias, já que a abolição de 1888 — sem reparação — manteve negras e negros à margem da cidadania.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reparação histórica: uma pauta urgente e estrutural</h2>



<p>A luta por reparação vai além de medidas compensatórias. Trata-se de um <strong>projeto de transformação social</strong>, que reconhece a dívida histórica de séculos de escravidão, violência e exploração.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Reparação significa:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>devolver ao povo negro condições plenas de dignidade, vida e protagonismo;</li>



<li>enfrentar os efeitos do colonialismo, do racismo e do capitalismo que estruturam a exclusão social;</li>



<li>responsabilizar o Estado e a elite econômica pelo tráfico de mais de 5 milhões de africanos escravizados no Brasil.</li>
</ul>



<p>Hoje, duas ações no <strong>Ministério Público Federal</strong> cobram essa responsabilidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>uma contra o <strong>Banco do Brasil</strong>, por financiar o tráfico de escravos;</li>



<li>outra contra a <strong>Caixa Econômica Federal</strong>, pela retenção da chamada “poupança dos escravos”.</li>
</ul>



<p>São crimes imprescritíveis, que exigem reparação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">20 de Novembro: levantar as bandeiras da luta</h2>



<p>A Consciência Negra é um chamado permanente à resistência contra o racismo, a violência policial e o genocídio da população negra das periferias.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Neste 20 de Novembro — e todos os dias — ecoamos nossas reivindicações:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reparações históricas da escravidão já e políticas afirmativas contra o racismo!</li>



<li>Fim do genocídio negro, da violência policial e do encarceramento em massa! Pela desmilitarização da PM!</li>



<li>Titulação de todas as terras quilombolas e territórios indígenas. Despejo Zero!</li>



<li>Expropriação de empresas flagradas com trabalho análogo à escravidão!</li>



<li>Revogação das reformas Trabalhista e da Previdência e fim das terceirizações!</li>



<li>Revogação do decreto de privatização do sistema carcerário, da Lei Antidrogas e da Lei Antiterror!</li>



<li>Não à Reforma Administrativa, que desmonta serviços públicos e retira direitos!</li>



<li>Abaixo o arcabouço fiscal e o pagamento da Dívida Pública, que transfere recursos ao capital financeiro!</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Denúncia quanto à participação obrigatória das crianças de 5 anos na apresentação “USKOA &#8211; o sonho do Papai Noel”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 19:30:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[SMED]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sind-REDE/BH recebeu uma série de questionamentos e denúncias referentes ao evento “USKOA – O Sonho do Papai Noel”, espetáculo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>O Sind-REDE/BH recebeu uma série de questionamentos e denúncias referentes ao evento “USKOA – O Sonho do Papai Noel”, espetáculo privado a ser realizado no Ginásio Mineirinho, com a previsão de levar todas as turmas de 5 anos da Educação Infantil da Rede Municipal para assistirem à apresentação.</p>



<p>Trata-se de uma atividade imposta, sem diálogo prévio com os coletivos das escolas, o que fere os princípios da gestão democrática e da autonomia pedagógica das unidades escolares, garantidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e pela Política Municipal de Educação Infantil.</p>



<p>Além disso, o evento representa uma grave distorção da função pedagógica e social da educação pública, uma vez que se trata de um espetáculo de natureza mercadológica e promocional, sem vínculo com os Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) das escolas, sem intencionalidade educativa clara e sem relevância formativa para as crianças.</p>



<p>A decisão da SMED ignora e desvaloriza os diversos projetos culturais, artísticos e pedagógicos construídos cotidianamente nas escolas, a partir da realidade dos territórios, dos interesses das infâncias e dos princípios da educação pública de qualidade e emancipatória.</p>



<p>Ressaltamos, ainda, a falta de transparência quanto aos recursos públicos utilizados para a realização desse evento, e a ausência de participação democrática na definição da atividade, que não foi submetida à apreciação ou deliberação dos coletivos escolares, nem tampouco apresentada como proposta opcional de encerramento do ano letivo.</p>



<p>O Sind-REDE/BH está cobrando esclarecimentos da SMED acerca dos custos, contratos e critérios de escolha dessa apresentação, bem como reivindicando o direito dos coletivos escolares de decidirem sobre a participação ou não das crianças e profissionais nessa atividade.</p>



<p></p>
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		<title>MGS não cumpre contrato e quem paga o pato é o trabalhador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 15:46:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura]]></category>
		<category><![CDATA[SMED]]></category>
		<category><![CDATA[Terceirizados]]></category>
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					<description><![CDATA[Só na última semana o Sind-REDE/BH recebeu três denuncias de escolas que estão com falta de cantineiras, mesmo após pedido [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Só na última semana o Sind-REDE/BH recebeu  três denuncias de escolas que estão com falta de cantineiras, mesmo após pedido da direção para substituição de trabalhadoras que aposentaram ou estão em licença médica prolongada, dentre outras situações. Infelizmente isso tem ocorrido em todas as funções. Com os Apoio ao Educando é ainda pior, porque o contrato chegou ao limite de trabalhadores e mesmo com a demanda crescente a SMED não alterou esse número. Em todos os casos quem paga o pato são os trabalhadores que sofrem com sobrecarga de trabalho e estresse.</p>



<p>É obrigação da MGS garantir o quadro de funcionários nas escolas e a SMED deve cobrar e multar a empresa quando há descumprimento!</p>



<p>Muito importante que as escolas encaminhem as denúncias à SMED, com cópia para o Sindicato.</p>



<p>SMED e MGS devem garantir ampliação imediata do número de trabalhadores nas escolas e no quadro para substituição! Chega de exploração!</p>



<p></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Sind-REDE/BH repudia declarações caluniosas do deputado Nikolas Ferreira contra professoras e professores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 13:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sindicato]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), vem por meio desta REPUDIAR veementemente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), vem por meio desta REPUDIAR veementemente as declarações infundadas, caluniosas, desrespeitosas e de cunho violento proferidas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).</p>



<p>As recentes investidas do parlamentar, que de forma recorrente e deliberada ataca a categoria docente, atribuindo-lhe adjetivos caluniosos e difamando sua conduta profissional, são um ataque não apenas aos professores, mas a toda a sociedade que acredita na educação pública, laica, gratuita e de qualidade.</p>



<p>Os professores se dedicam a formar cidadãos e cidadãs críticos, éticos e preparados para construir um país mais justo. São profissionais que, mesmo enfrentando precariedades históricas, salários aviltantes e a desvalorização constante, persistem na luta e com compromisso em sala de aula. Mais uma vez são insultados por declarações que visam apenas criar cortina de fumaça, alimentar o ódio e desviar o foco dos verdadeiros problemas nacionais.</p>



<p>O Sind-REDE/BH exige RESPEITO. Repudiamos veementemente qualquer tentativa de silenciamento, intimidação ou criminalização da atividade docente. Ataques como esses, vindos de uma figura pública, incentivam a violência e o desrespeito ao professor, o que é inaceitável.</p>



<p>Esperamos que o deputado seja responsabilizado pelo Conselho de Ética da Câmara Federal por tal atitude criminosa.</p>



<p>Seguiremos na defesa da nossa categoria e reafirmamos nosso compromisso com uma educação libertadora, que combate todo tipo de preconceito e promova o pensamento crítico.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Escola Municipal Paulo Mendes Campos denuncia descaso e exige diálogo urgente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2025 13:26:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura]]></category>
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					<description><![CDATA[Na manhã de quinta-feira (05/06), trabalhadores da Escola Municipal Paulo Mendes Campos afixaram uma faixa na entrada da unidade exigindo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/06/fc9a7ee5-da74-4642-b6e9-f29916623335-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-27759" srcset="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/06/fc9a7ee5-da74-4642-b6e9-f29916623335-1024x768.jpeg 1024w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/06/fc9a7ee5-da74-4642-b6e9-f29916623335-500x375.jpeg 500w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/06/fc9a7ee5-da74-4642-b6e9-f29916623335-768x576.jpeg 768w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/06/fc9a7ee5-da74-4642-b6e9-f29916623335-1536x1152.jpeg 1536w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/06/fc9a7ee5-da74-4642-b6e9-f29916623335.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Na manhã de quinta-feira (05/06), trabalhadores da Escola Municipal Paulo Mendes Campos afixaram uma faixa na entrada da unidade exigindo negociação imediata sobre as precárias condições de funcionamento. Sexta-feira (06/06), em ato arbitrário, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) retirou o manifesto, silenciando o apelo da comunidade escolar. Este episódio simboliza a política de descaso que atinge toda a rede municipal.</p>



<p><strong>SITUAÇÃO DA ESCOLA:</strong></p>



<p>A unidade enfrenta desafios críticos que comprometem a Educação Integral &#8211; política que deveria garantir formação plena aos estudantes, mas esbarra na realidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Falta de infraestrutura; </li>



<li>Espaços insuficientes para atividades pedagógicas;</li>



<li>Carência de materiais educacionais adequados;</li>



<li>Subdimensionamento de profissionais;</li>



<li>Escassez de professores e equipe de apoio, sobrecarregando os trabalhadores;</li>



<li>Investimentos inexistentes;</li>



<li>Ausência de recursos para implementar o currículo de Educação Integral na prática.</li>
</ul>



<p><strong>COMO ISSO SE CONECTA À SITUAÇÃO DA REDE:</strong></p>



<p>As reivindicações da Paulo Mendes Campos refletem problemas estruturais de toda a Rede:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Salários defasados há anos;</li>



<li>Turmas superlotadas e acúmulo excessivo de funções;</li>



<li>Contratos milionários sem licitação (como os R$ 11,3 milhões com a Falconi Consultores);</li>



<li>Desvio de verbas que deveriam ir para escolas, mas beneficiam aliados políticos.</li>
</ul>



<p><strong>EXIGÊNCIAS:</strong></p>



<p><strong>Os trabalhadores demandam:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Soluções imediatas para as falhas estruturais da escola; </li>



<li>Cumprimento da lei do Piso; </li>



<li>Ampliação do quadro de professores e investimento real nas unidades;</li>



<li>Respeito ao direito de manifestação (reposição da faixa retirada).</li>
</ul>



<p><strong>MOBILIZAÇÃO:</strong></p>



<p>A comunidade reforçará as ações de pressão nesta semana, incluindo nova assembleia dia 11/06. A greve municipal segue até que haja negociação concreta.</p>



<p>Belo Horizonte, MG, 09 de junho de 2025. </p>



<p><strong>ASSINAM:</strong></p>



<p><strong>Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de BH e Comunidade Escolar da E.M. Paulo Mendes Campos</strong></p>



<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Nota de Repúdio ao Projeto de Lei 825/2024 &#8211; Bíblia não é material paradidático!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 20:39:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CMBH]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[A diretoria colegiada do Sind-REDE/BH manifesta seu mais veemente repúdio à aprovação, em segundo turno, do Projeto de Lei 825/2024 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>A diretoria colegiada do Sind-REDE/BH manifesta seu mais veemente repúdio à aprovação, em segundo turno, do Projeto de Lei 825/2024 na Câmara Municipal de Belo Horizonte, ocorrida na última terça-feira (08/02). De autoria da vereadora Flávia Borja (DC), o projeto autoriza o uso da Bíblia como recurso paradidático em escolas públicas e privadas da capital, sob o pretexto de tratar a obra como fonte de conteúdo histórico, cultural, geográfico e arqueológico.</p>



<p>Para o Sind-REDE/BH, trata-se de uma proposta inconstitucional, que sequer deveria ter avançado na Comissão de Legislação e Justiça (CLJ), por ferir frontalmente o princípio da laicidade do Estado, previsto na Constituição Federal de 1988. Ao privilegiar um único texto sagrado — vinculado a uma tradição religiosa específica — o projeto promove o proselitismo religioso nas escolas e viola o direito à liberdade de crença, à diversidade e à não imposição de valores religiosos nos espaços públicos.</p>



<p>A escola é, por excelência, um espaço de formação cidadã, crítica e inclusiva. Ao permitir o uso da Bíblia como material paradidático, o PL 825/2024 ignora a rica diversidade religiosa e cultural do Brasil, onde convivem adeptos de diferentes tradições, como o islamismo, o candomblé, a umbanda, o budismo, além de pessoas não religiosas e uma ampla gama de vertentes religiosas. Como explicar a uma criança muçulmana ou de religião de matriz africana que seu livro sagrado não possui o mesmo reconhecimento? Como garantir que estudantes que não professam religião não se sintam constrangidos ou excluídos em atividades escolares baseadas na Bíblia?</p>



<p>Ainda que o projeto alegue que a participação em atividades relacionadas ao uso da Bíblia não é obrigatória, sabemos que, em uma sociedade onde o cristianismo é hegemônico, a não participação pode gerar situações de assédio, bullying e constrangimento entre estudantes. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96) é clara ao estabelecer que o ensino deve pautar-se pelo respeito à liberdade, à tolerância e ao pluralismo de ideias e concepções pedagógicas.</p>



<p>A escolha de materiais paradidáticos deve estar diretamente vinculada aos projetos político-pedagógicos das escolas e à formação dos educadores, respeitando critérios técnicos, científicos e multiculturais — jamais baseados em ideologias religiosas. O uso da Bíblia como fonte histórica, geográfica ou arqueológica, sem mediação crítica e qualificada, representa um desvio do caráter laico e científico da educação.</p>



<p>É preciso destacar ainda que a Bíblia não é um texto neutro ou universal. Sua interpretação varia entre denominações cristãs e contém passagens que tratam de temas como escravidão, violência, misoginia e intolerância, incompatíveis com os princípios de uma educação voltada para a cidadania e os direitos humanos. Muitos trechos da obra não são apropriados para crianças e adolescentes, e seu uso pedagógico exige mediação especializada que nem sempre está presente nas escolas. A falta de clareza sobre como o texto seria trabalhado abre brecha para discursos fundamentalistas, em descompasso com a educação emancipatória.</p>



<p>O Sind-REDE/BH reitera sua defesa de uma escola pública, laica, democrática e acolhedora, onde todas as crenças — ou a ausência delas — sejam respeitadas, sem privilégios ou hierarquias. A educação não pode ser instrumentalizada para atender projetos de poder baseados no fundamentalismo religioso.</p>



<p>Exigimos que o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) vete o PL 825/2024, por sua flagrante inconstitucionalidade e por representar um retrocesso grave nas políticas educacionais da capital. Cabe ao poder executivo preservar o caráter laico da educação e garantir que nenhuma iniciativa legislativa comprometa os princípios constitucionais que regem o ensino público em nosso país.</p>



<p>A aprovação do PL 825/2024 é um ataque à pluralidade, à liberdade religiosa e à autonomia pedagógica das instituições de ensino. Seguiremos firmes na luta por uma educação que valorize a diversidade, a ciência, o pensamento crítico e os direitos de todas e todos.</p>



<p><strong>Por uma educação plural, crítica e emancipadora!</strong></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Sind-REDE/BH denuncia PBH por exclusão de candidatos PCD e TEA aprovados em concurso público e exige ação imediata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 20:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Belo Horizonte]]></category>
		<category><![CDATA[Concursados]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Público]]></category>
		<category><![CDATA[SMED]]></category>
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					<description><![CDATA[Na manhã do dia 04/09/24, o Sind-REDE/BH esteve no Ministério Público (MP) para fazer uma denúncia referente aos casos de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>Na manhã do dia 04/09/24, o Sind-REDE/BH esteve no Ministério Público (MP) para fazer uma denúncia referente aos casos de candidatos PcD e TEA aprovados no Concurso público da educação 2023/2024 que estão sendo barrados pela perícia médica municipal, empresa terceirizada Teg-Saúde, no exame admissional como INAPTOS pela sua condição de deficiência, mesmo após serem aprovados pela equipe multiprofissional e interdisciplinar na avaliação biopsicossocial. O que fere toda legislação que garante isonomia de direitos à PcD e TEA nas etapas de recrutamento, seleção, admissão, exame admissional , permanência e ascensão profissional bem como proíbe a exigência de aptidão plena.</p>



<p>O Sind-REDE/BH solicitou no documento uma mediação do MP para que todos os candidatos nesta situação continuem com o processo admissional em igualdade de condições em relação aos demais aprovados sem deficiência.</p>



<p>O Coletivo PCD do Sind-Sind-REDE/BH reafirma seu compromisso de lutar por uma sociedade mais inclusiva e acessível para todos e exige que Fuad e Bruno Barral parem de barrar o acesso dos PCDs já nomeados ao cargo de professores. É tolerância zero contra mais essa opressão.</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
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