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		<title>Porque somos contra o SMAE e pelo &#8220;Fora Falconi!”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Franco David]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 16:01:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Belo Horizonte]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sind-REDE/BH reforça seu posicionamento contrário ao Sistema de Monitoramento das Aprendizagens dos Estudantes (SMAE), impulsiona a campanha pública &#8220;Fora [&#8230;]]]></description>
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<p></p>



<p>O Sind-REDE/BH reforça seu posicionamento contrário ao Sistema de Monitoramento das Aprendizagens dos Estudantes (SMAE), impulsiona a campanha pública &#8220;Fora Falconi!&#8221; e retoma o debate sobre as avaliações externas. A iniciativa surge como resposta às crescentes denúncias da categoria sobre o uso destes instrumentos como forma de controle e punição, mascarando os verdadeiros problemas estruturais da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o SMAE? </h2>



<p>Implantado em 2022, o SMAE se propõe, na teoria, a medir a qualidade do ensino e subsidiar mudanças nas políticas educacionais. Na prática, porém, o sistema desconsidera as particularidades das comunidades escolares e ignora o processo real de aprendizagem dos estudantes.</p>



<p>A lógica do SMAE impõe aos professores a tarefa de preencher, aluno por aluno, a cada trimestre, tabelas que limitam a avaliação a dois extremos: “alcançado” ou “não alcançado”. Não existe espaço para reconhecer avanços parciais ou processos de desenvolvimento mais longos — realidade evidente em qualquer percurso de aprendizagem. O monitoramento nem sequer fala de &#8220;conteúdo&#8221;, apenas de &#8220;habilidades&#8221; em genérico.</p>



<p>Essa prática burocratizante desumaniza a educação, ignora as particularidades de cada escola e a realidade social que o estudante está inserido, além de ampliar a sobrecarga dos trabalhadores da educação, com o preenchimento extenuante de planilhas, sem um objetivo pedagógico. Todo esse tempo seria muito melhor investido em reuniões coletivas de planejamento. Além disso, o SMAE se baseia no currículo mineiro, que está longe de representar o currículo necessário aos nossos estudantes. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliações Externas e IDEB</h2>



<p>Mais uma vez, a PBH está ampliando as práticas de avaliações externas, para com isso treinar os estudantes a realizar esse tipo de avaliação e, com isso, melhorar a nota do IDEB, no município. Mas qual tem sido a utilidade desses índices nos últimos anos? Com certeza não foi para melhorar os investimentos, detectar fragilidades e oferecer às escolas condições de desenvolver um plano pedagógico que trabalhe com as dificuldades dos estudantes. O resultado destas avaliações serve apenas para criar um ranqueamento das escolas e mascarar os problemas reais que enfrentamos no processo de ensino e aprendizagem.</p>



<p>As avaliações também ignoram as necessidades dos estudantes com deficiência (PCDs), ao aplicar avaliações padronizadas que não consideram processos de aprendizagem diferenciados. Ao tratar a inclusão como obstáculo para a obtenção de melhores índices no IDEB, o sistema pode reforçar práticas de exclusão, violando o direito à educação inclusiva, democrática e de qualidade para todos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fora Falconi!</h2>



<p>Outro agravante relacionado ao monitoramento e sistemas de avaliação é a contratação da consultoria privada Falconi Consultores S.A., que recebeu mais de R$14 milhões para fazer a consultorias e treinamentos sobre gestão no ambiente escolar. Entre as atribuições do contrato está a implementação do novo Sistema de Gestão da Aprendizagem Escolar (SGAE). O contrato, firmado pela gestão de Bruno Barral (ex-secretário de Educação e investigado na operação Overclean por suspeitas de corrupção), tem a duração de 18 meses e expressa a tentativa de impor um modelo empresarial à gestão da educação pública.</p>



<p>A lógica da Falconi — baseada em metas, rankings e controle de resultados — é a mesma que reduz a escola pública a números, o foco é apenas alcançar as metas do IDEB, sem garantir as condições mínimas de trabalho que favoreçam a aprendizagem dos estudantes, reduzindo a educação à números forjados, para que a PBH se sinta desobrigada em aumentar o investimento em políticas efetivas de valorização dos trabalhadores e melhoria das condições de ensino. Existem suspeitas de que o edital da licitação foi desenhado de modo que a Falconi fosse a única empresa a conseguir cumprir todos os critérios.</p>



<p>Após a exoneração de Barral, o contrato foi suspenso para investigação. O Sind-REDE/BH defende que a suspensão se torne definitiva. Por isso, a campanha “Fora Falconi!” é central na luta por uma educação pública e democrática, construída por quem vive a escola no cotidiano: seus trabalhadores e comunidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Educação de verdade se constrói com diálogo, tempo e valorização</h2>



<p>O Sind-REDE/BH defende que o processo pedagógico seja construído coletivamente pelos trabalhadores em educação e comunidades escolares, com ampliação do tempo extraclasse, realização de reuniões pedagógicas regulares e participação ativa da comunidade escolar. Sem investimento público consistente, sem respeito à autonomia pedagógica e sem diálogo real com a categoria, qualquer tipo de monitoramento e&nbsp;avaliação externa será apenas mais uma ferramenta de culpabilização dos educadores pelos problemas gerados pela negligência dos governos.</p>



<p>Na próxima assembleia da categoria, será deliberado o formato da campanha pública de enfrentamento ao SMAE e à Falconi. As escolas devem intensificar os debates internos e participar da construção coletiva da resistência.</p>



<p>Na Rede Municipal de BH, quem “não alcançou” a habilidade necessária foi a SMED e a PBH, que seguem negligenciando a Educação Pública.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Calendário:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>09/05</strong> &#8211; <strong>Plenária de Representantes &#8211; às 8h30 e 14 horas <br></strong>Representante, converse com os colegas, levante propostas e fortaleça a nossa mobilização!</li>



<li><strong>Dia 13/05 &#8211; Assembleia Geral dos Trabalhadores em Educação Concursados &#8211; 8h30</strong><strong><br></strong>Vamos deliberar juntos o formato da campanha pública contra o SMAE!</li>
</ul>
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