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	<title>Artigos &#8211; Sind-REDE/BH</title>
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	<description>Somos parte de uma rede que não se rompe e não se deixa abater!</description>
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	<title>Artigos &#8211; Sind-REDE/BH</title>
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		<title>Violência nas escolas: Construir políticas públicas efetivas não se resume a ações de propaganda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 17:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Solidariedade]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos tempos, temos visto um aumento preocupante da violência nas escolas públicas do país — e Belo Horizonte não [&#8230;]]]></description>
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</figure>



<p></p>



<p>Nos últimos tempos, temos visto um aumento preocupante da violência nas escolas públicas do país — e Belo Horizonte não é exceção. Nas escolas municipais, que atendem crianças e adolescentes (e em menor número, jovens e adultos), essa realidade tem se tornado cada vez mais visível. Em resposta a essa situação e, para chamar atenção para o tema, dezenas de escolas estão realizando atos no dia de hoje (10/10) para pedir paz e repudiar as violências sofridas recentemente.</p>



<p>A violência aparece nas relações entre estudantes, profissionais da educação e famílias, e precisa ser compreendida em toda a sua complexidade para que possamos construir políticas públicas verdadeiramente efetivas — e não apenas ações de propaganda.</p>



<p>É evidente que a escola reflete a sociedade em que está inserida. Sociedades mais violentas tendem a ter escolas mais violentas. Mas essa explicação, embora verdadeira, é insuficiente. O que temos visto é também um <strong>aumento da complexidade do atendimento dentro das escolas</strong>, sem que a estrutura tenha sido ampliada na mesma proporção. Lidamos com crianças e adolescentes cada vez mais diversos — com diferentes necessidades de aprendizagem, formas de socialização, histórias de vida e contextos familiares. No entanto, as condições de trabalho, o número de profissionais, as ferramentas de trabalho e os espaços físicos não acompanharam esse crescimento.</p>



<p>Nós, trabalhadoras e trabalhadores da educação, defendemos que a escola é, e deve continuar sendo, o espaço de toda criança e de todo adolescente, inclusive de jovens e adultos que, por qualquer motivo, não completaram sua escolarização. Mas defender o direito à educação significa também exigir do poder público as condições para que esse direito se realize plenamente.</p>



<p>A escola <strong>não pode ser a única política pública de atendimento às crianças e às famílias</strong> que enfrentam dificuldades sociais ou relacionadas a condições de saúde física ou mental, deficiências físicas ou neurodivergências. Medidas tradicionais, como câmeras de vigilância ou presença armada, não resolvem o problema da violência escolar. Em situações excepcionais, já existem previsões para o acionamento das forças de segurança, mas a regra precisa ser outra: <strong>mudanças estruturais, pedagógicas, sociais e de saúde pública</strong>, voltadas ao cuidado, ao acolhimento e ao acompanhamento integral das crianças e adolescentes.</p>



<p>Por isso, o Sind-REDE/BH tem buscado construir espaços de diálogo com as famílias, para identificar problemas concretos e propor soluções reais. Desses debates, emergem demandas que precisam ser encaradas com urgência:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Redução imediata do número de estudantes por turma</strong> — de forma mais corajosa e efetiva do que o previsto na atual portaria da Secretaria Municipal de Educação.</li>



<li><strong>Redução do número total de estudantes por escola</strong>, garantindo condições adequadas de convivência e aprendizagem.</li>



<li><strong>Ampliação do quadro de profissionais</strong>, especialmente professores e auxiliares de apoio ao educando, para que o atendimento seja qualificado, respondendo a necessidades individuais.</li>



<li><strong>Presença de, pelo menos, dois professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE)</strong> por escola — que atuem no turno e no contraturno — garantindo o acompanhamento contínuo das crianças com deficiência ou neurodivergência.</li>



<li><strong>Criação de protocolos claros e de um núcleo de atendimento específico para casos de violência escolar</strong>, com suporte técnico e institucional.</li>



<li><strong>Qualificação permanente dos profissionais que acompanham estudantes com deficiência ou neurodivergência</strong>, reconhecendo o caráter essencial dessa função e as constantes evoluções no consenso científico sobre o tema.</li>



<li><strong>Estabelecimento de uma rede intersetorial entre educação, saúde e assistência social</strong>, com canais diretos e acessíveis aos trabalhadores da escola, para que o acompanhamento das famílias e das crianças seja efetivo e contínuo.</li>



<li><strong>Redução da jornada de trabalho, sem redução de salário</strong>, dos trabalhadores que hoje atuam na exaustiva jornada de 44h para 30h/semanais.</li>
</ol>



<p>Essas medidas são urgentes. <strong>A violência que atravessa nossas escolas é consequência direta da ausência de políticas públicas robustas e integradas</strong>. Essa falta de políticas tem colocado, injustamente, trabalhadores, famílias e estudantes em lados opostos, quando, na verdade, todos fazem parte da mesma comunidade escolar.</p>



<p>Precisamos reafirmar que <strong>famílias, estudantes e trabalhadores da educação estão do mesmo lado</strong>. Nosso objetivo é comum: garantir o direito à educação e o pleno desenvolvimento das crianças e adolescentes. Responsabilizar apenas os trabalhadores ou apenas as famílias não resolve. É preciso que cada um cumpra seu papel — e, para isso, o poder público deve garantir as condições objetivas que tornem possível esse compromisso compartilhado.</p>



<p>Melhores condições de trabalho, ampliação do quadro de profissionais, formação continuada, acesso das famílias à saúde, à assistência social e à informação — esses são os pilares de uma escola segura, acolhedora e capaz de enfrentar a violência de forma transformadora.</p>



<p>Enquanto o poder público insiste em medidas superficiais, nós reafirmamos: <strong>não há segurança verdadeira sem cuidado, não há paz sem estrutura, e não há educação sem compromisso coletivo.</strong></p>
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		<title>Ainda lutamos aqui!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 15:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Um mês de greve! Um mês de greve é uma eternidade! Uma eternidade boa, porque de luta! Olho para traz [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um mês de greve! Um mês de greve é uma eternidade! Uma eternidade boa, porque de luta! Olho para traz e vejo a companheirada na 1ª assembleia, 5 de junho, indignados com os 2,49%. Por unanimidade, decidimos pela greve. E que greve bonita! Que luta exemplar!</p>



<p>Eu sei que não foi fácil. Eu sei o quanto é angustiante ver os dias passando e o prefeito defensor de assassinos fazendo turismo e pirraça, inflexível, decidido a nos destruir. Mas sei a força desta categoria. </p>



<p>Na 2ª assembleia, lotada, decidimos, novamente por unanimidade,&nbsp; pela continuidade da greve, “até que o Damião pague aquilo que nos deve”. E teve de tudo: festa junina, com caldos, paçoquinha, bocão do palhaço Damião e tiro ao Álvaro. ”Olha os 10% aí, gente!” “É mentira! “O livros custaram 76 milhões de reais”. “É verdade!” “O ponto foi cortado automaticamente pelo sistema!” “É mentira!”</p>



<p>E teve almoço em frente ao Tribunal de Justiça – que de forma histórica, decidiu a nosso favor, dizendo para o prefeito: “A greve delas é legal! Negocie, prefeito!” E teve acampamento e café da manhã em frente à prefeitura. E dá-lhe mais uma passeata! E lá vem mais apoio da comunidade. Nunca antes na história deste país a comunidade apoiou tanto nossa greve! E teve abraço à prefeitura! E teve “CPI já!”. E teve “Fora Natália!”</p>



<p>Sim, companheiros, parabéns por pararem de trabalhar por 30 dias em busca da utopia! Nossa utopia é por melhores salários, respeito, condições de trabalho dignas. Ficar 30 dias de greve, podem acreditar, é revolucionário! A revolução é o braseiro que segue ardendo, mesmo sob a chuva. No fim das contas, não lutamos apenas pelo que nos foi tirado mas pelo que ainda pode ser construído.</p>



<p>Ser revolucionário é ter coragem! É se sacrificar por um bem maior. É perder os recessos, ter férias mais curtas, trabalhar no sábado. Mas é ter conquistas: É dar exemplo para nossos alunos periféricos, pobres, negros: e essa é nossa melhor aula! É preciso dar um jeito, meu amigo! É preciso não abaixar a cabeça para os poderosos, para prefeito <em>tiktoker</em>. </p>



<p>Mesmo quando o cansaço bateu à porta, quando as vozes do descaso tentaram nos silenciar, nós seguimos. Continuamos firmes!</p>



<p>A greve não é apenas um protesto — é um ato de fé. Fé de que outro mundo é possível. Enfrentamos nada mais, nada menos do que um sionista cínico que defende o extermínio do povo palestino. E fizemos uma das mais belas greves de nossa história, assembleia com mais de 4 mil pessoas.&nbsp;</p>



<p>Lindas manifestações! Resistência sem igual! E o resultado é muito melhor do que o que tínhamos no dia 5 de junho, é só verificar direitinho! Não é o que nós queríamos, não é o que merecemos, mas foi o possível na correlação de forças. Estou furioso com o prefeito defensor de assassinos? Sim! No entanto, estou feliz com a demonstração de força dos trabalhadores da Rede. Parabéns, meus irmãos de luta! Companheiros de sonhos!&nbsp;</p>



<p>Por tudo isso, companheiros, mantenhamo-nos de pulso erguido! Mas celebremos o que conquistamos. Não seria justo com a gente mesmo negar nossas conquistas. Em marcha, até que a utopia deixe de ser sonho e vire pão, viagens, poesia, vinho e dignidade. Sim, é preciso dar um jeito, meus amigos! Trinta dias de greve. Reposição a fazer, ponto cortado. Mas ainda estamos aqui! Ainda lutamos aqui! E vamos sorrir, sim! Que a alegria é revolucionária.</p>
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		<title>Do aneurisma cerebral à greve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 13:49:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Nunca imaginei viver outra greve depois do aneurisma cerebral, confesso que no grupo que faço parte meu testemunho levou diversos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>Nunca imaginei viver outra greve depois do aneurisma cerebral, confesso que no grupo que faço parte meu testemunho levou diversos professores a repensarem como é importante se unir em prol da nossa causa! Valorização do professor importa, salário digno, escola tem que ser um lugar de respeito e formação e principalmente buscar um ambiente de ótimo clima escolar!</p>



<p>Não consegui ir no movimento, pois ainda tenho limitações com barulhos e muitas pessoas, mas levei uma garrafa de café quentinha no acampamento para os professores que ficaram acampados na porta da PBH!</p>



<p>Essa greve foi de suma importância, avançamos bastante e conseguimos conquistar direitos para a coletividade! Vale dizer que nem sempre podemos atingir o que a nossa expectativa gostaria que fosse, mas uma realidade que seja importante para a valorização do professor!</p>



<p>Quando vi que a gente não serve só comida, como o prefeito quis demonstrar querendo oferecer a merenda no sábado, que nem nunca foi servida, percebi o quanto os professores se posicionaram perante a tal ação, a alimentação da criança tem que ser garantida, mas jamais será o essencial em uma escola!</p>



<p>A educação vai além de merendar, é principalmente garantir um ensino de qualidade, respeito, valores na busca da formação plena das nossas crianças.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Monique Saliba / Emei Padre Tarcísio</em></strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Greve dá visibilidade à pauta de aposentadas*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 11:08:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[O Coletivo de Professoras Aposentadas do Sind-REDE/BH surgiu em 2022, quando o governo usou o Plano de Carreira para dar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="598" src="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/08/aposentadas-1024x598.png" alt="" class="wp-image-28585" srcset="https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/08/aposentadas-1024x598.png 1024w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/08/aposentadas-500x292.png 500w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/08/aposentadas-768x448.png 768w, https://sindrede.org.br/sindrede/wp-content/uploads/2025/08/aposentadas.png 1081w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>



<p>O Coletivo de Professoras Aposentadas do Sind-REDE/BH surgiu em 2022, quando o governo usou o Plano de Carreira para dar um reajuste maior a quem estava em exercício e deixar de fora o aposentado com direito à paridade. A promoção automática de dois níveis, prevista na Lei 11.381/22, impôs uma perda de 10,25% ao segmento aposentado. Além disso, a política de bonificação adotada criou um distanciamento abissal entre os ganhos financeiros dos dois grupos.</p>



<p>Para denunciar e buscar reparar o descumprimento do direito constitucional à paridade, o Coletivo organizou manifestações, campanhas na Câmara, realizou seminário e passou a atuar em todos os espaços sindicais. Apelou inclusive, ao judiciário.</p>



<p>Na campanha salarial de 2025, a pauta específica desse segmento, construída e deliberada nos fóruns de decisão, sequer foi considerada pela PBH nas primeiras tratativas. Aliás, essa pauta trazia itens há muito reivindicados por aposentadas como o vale cultura.</p>



<p>Deflagrada a greve, a resposta da PBH foi de que não haveria mudança na proposta de 2,49%, índice muito baixo para todos, mas especialmente para aposentados que não têm direito a outros benefícios.</p>



<p>O Coletivo foi à luta e integrou-se ao comando de greve e à comissão de negociação. O segmento passou a existir em “carne e osso” para a administração municipal e a categoria.</p>



<p>Foram 29 dias contrapondo a política de exclusão, além de atuar nas ações específicas, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Participação na Conferência Municipal do Idoso, com Moção de Apoio à greve;</li>



<li>Apresentação teatral da peça “Outono” como um chamado para as pessoas refletirem sobre o envelhecimento.</li>



<li>Denúncia, na Defensoria Pública do Idoso, de prática de violência psicológica da PBH contra aposentadas(os), ao tentar invisibilizar o segmento;</li>



<li>Carta à Ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, denunciando a retirada de direitos e a negativa da PBH em negociar.</li>
</ul>



<p>A greve terminou com um avanço no índice do reajuste salarial e o recebimento do valor correspondente ao vale cultura. Essas conquistas ficaram aquém das perdas financeiras acumuladas, é imprescindível dizer. Entretanto, avaliamos que os ganhos no campo político foram significativos. Conseguimos romper<br>com a invisibilidade em que a PBH insiste em nos colocar. Trouxemos para a mesa de negociação vários itens da nossa pauta e forçamos a PBH a abrir o diálogo sobre eles.</p>



<p>A participação na greve talvez tenha desvelado aos colegas em exercício um futuro menos promissor quanto poderia acenar o imaginário sobre a aposentadoria, mas certamente os remeteu às memórias de lutas e conquistas, provocando acolhimento e reconhecimento. Para a PBH o conjunto dos trabalhadores em greve reafirmou a ideia de que os direitos conquistados por anos de dedicação à educação pública precisam ser respeitados. Essa foi, sem dúvida, nossa maior conquista e com ela seguiremos lutando, pois DA LUTA NINGUÉM SE APOSENTA!</p>



<pre class="wp-block-verse"><em>*Optou-se por tratar esse Coletivo no feminino devido à participação majoritária ser de<br>mulheres.</em></pre>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Coletivo de Professores/as Aposentados/as do Sind-REDE/BH</em></strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O acompanhamento pedagógico e a política de desvalorização do prefeito inimigo da educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 10:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 2024, nas eleições para prefeito da capital mineira, no segundo turno, vimo-nos obrigados a votar “no candidato menos  pior”. Pouco [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2024, nas eleições para prefeito da capital mineira, no segundo turno, vimo-nos obrigados a votar “no candidato menos  pior”. Pouco tempo depois, ainda no início de seu mandato, o politicamente “menos pior”, morreu. “Saímos do espeto e caímos na brasa”, pois ao assumir o lugar do morto, aquele que era o vice, diante dos inúmeros desafios do novo cargo, deu as costas para os problemas surgidos diante do nariz e, no meio de uma das maiores greves dos trabalhadores em educação de BH, optou por viajar para Israel – um estado conhecido pelo genocídio contra o povo palestino. Depois de se alojar num bunker, aportou nas terras mineiras meio desnorteado – ainda no aeroporto, foi “carinhosamente” recepcionado pelos trabalhadores em greve. Diante dos inúmeros questionamentos, para a imprensa ele afirmou:</p>



<p>&#8220;Meu primeiro passo agora é ir direto para Afonso Pena, 1212, que eu estou até com saudade de trabalhar lá, para poder falar sobre a greve&#8221;.</p>



<p>Ao contrário do que disse, num gesto pouco ou nada democrático, numa sexta-feira, mandou os diretores abrirem as escolas no dia seguinte, um sábado de manhã, porque as crianças precisavam se alimentar. Até então, – após muitos dias de greve – não havia demonstrado nenhuma preocupação com as crianças famintas. Não satisfeito, ameaçou punir os gestores escolares que descumprissem as suas ordens e, num rompante de quem parece perdido diante do caos, de modo intempestivo, pouco democrático e sem nenhuma nobreza, mandou as equipes das gerências regionais substituírem os diretores “desobedientes”.</p>



<p>Como disse um dos grevistas, “o sujeito deu tiro no próprio pé”, pois até aquele momento, com tanta intransigência por parte do governo, o cansaço começava a tomar conta dos trabalhadores em educação e a greve começava a apresentar refluxo. No entanto, ao exigir a abertura das escolas com esse argumento “falacioso”, o prefeito contribuiu para inflamar os ânimos da categoria que passou a entoar o slogan da campanha, com mais força do que nunca: “quem não pode com a formiga, não atice o formigueiro”.&nbsp;</p>



<p>É fato que ao exigir – de um dia para o outro – que as escolas abrissem as portas para “dar de comer” à comunidade escolar, o novo prefeito demonstrou total desprezo pelas direções eleitas pelas comunidades escolares, além de desconhecer a efetiva função social da escola e da educação. Pior, quis transformar a política educacional em política assistencialista. Deste modo, numa ação desesperada, mandou os gerentes regionais enviarem suas equipes para “monitorar” a distribuição de merenda, com ou sem a presença dos responsáveis pelas escolas, num gesto explícito de total desprezo por aqueles e aquelas que se preocupam, efetivamente, com a educação pública municipal.</p>



<p>Abro um parêntese para lembrar: os ocupantes de cargos nas regionais deixam a docência para exercerem a função do acompanhamento pedagógico e, assim como os demais trabalhadores da educação, também torcem por melhores condições de trabalho e por melhores salários. São trabalhadores que enfrentam inúmeros desafios conjugados à desvalorização.&nbsp; É comum, em função do trabalho que executam terem de abastecer o próprio veículo para “visitarem” as escolas que acompanham; sujeitam-se ao aumento no tempo de contribuição para se aposentarem, além da carga excessiva de trabalho, dentre “outras cositas más”.</p>



<p>Avisados de última hora para acompanharem a distribuição da merenda escolar no sábado, os acompanhantes pedagógicos foram tomados de surpresa e tiveram de “emprestar seus corpos” para executarem uma tarefa totalmente destoante de suas atividades cotidianas. Em um momento tenso e de indisposição por parte do poder executivo para negociar com os grevistas, essa “ordem” foi, no mínimo, desrespeitosa, desmedida e insensata.</p>



<p>Assim, ao utilizar os corpos desses trabalhadores – já que a essa ação não representa parte de suas funções – para uma batalha entre seus pares, na busca por aplacar um movimento legítimo, mais do que nunca, o prefeito conseguiu fazer valer, outro slogan puxado pelo Sind-REDE: “Damião, (2,49%) é sacana demais”.&nbsp;</p>



<p>E por fim, como membro do COLETIVO ESPERANÇAR, reitero, junto aos demais companheiros de luta: “Damião é inimigo da educação”.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Joaquim  Ramos &#8211; Coletivo Esperançar</em></strong></p>
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		<title>Rede, no nome e na luta!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 10:31:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste ano de 2025, a Rede Municipal de Educação de BH fez uma greve histórica. Embora as conquistas financeiras tenham [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Rede recriada na greve de 2025</figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p>Neste ano de 2025, a Rede Municipal de Educação de BH fez uma greve histórica. Embora as conquistas financeiras tenham ficado aquém do justo, muito se falou de que era um reencontro da categoria com sua história de luta. Um dos momentos marcantes, que trouxe comoção, foi a retomada do simbolismo da rede, criado em 2001. Uma rede física, já usada em diferentes momentos da nossa luta. Uma rede que não se rompe e não se deixa abater!</p>



<p>Somos uma Rede de Ensino que se diferencia no diálogo com os princípios freireanos. Para Paulo Freire, a competência técnica e o compromisso político são indissociáveis e garantidores de uma atuação efetiva que contribua no processo de humanização e para uma ação transformadora num projeto de sociedade mais justa. Essa união da competência técnica e do compromisso político que luta nas salas de aula e nas ruas por uma educação pública de qualidade tem sido determinante na boniteza da nossa história.</p>



<p>Sempre haverá o discurso de o bolo ser pequeno para repartir com muitos. Diferentes&nbsp; governos investiram na nossa divisão, sem sucesso. É só nos lembrarmos das antigas assembleias com maioria de P2 (professoras/es da 5° série ao ensino médio) em que conseguimos conquistar para P1 (professoras da 1ª à 4ª série) o pagamento por habilitação e não por nível de atuação, fortalecendo os elos da rede.</p>



<p>A saída da base do Sind-UTE doeu, tivemos medo de enfraquecer. Porém, assumindo que nossas especificidades eram muitas, o Sind-REDE/BH se mostrou, em pouco tempo, muito combativo na defesa de pautas importantes para nós.</p>



<p>Quando a LDBEN, 1996, definiu a municipalização da Educação Infantil, a rede começou a &#8220;crescer pra baixo&#8221; (como dizíamos) e, mais uma vez, surgiu o discurso de que o bolo seria insuficiente. Também demos lição ao governo: as escolas de Educação Infantil foram abraçadas e reafirmamos que éramos uma rede.</p>



<p>Em 2004, um novo ataque. Foi criado o cargo de educador infantil recebendo 50% do salário de um professor de nível inicial para a mesma função e com a proposta de filiação em outro sindicato, o Senalba. Essa luta foi árdua, vários anos para a conquista da equiparação dos salários com os demais professores, mas continuamos unidos e combativos na mesma rede.</p>



<p>Agora tentam isolar e abandonar aposentadas e aposentados, mas a rede, numa demonstração inequívoca de que somos o seu espelho, nos acolheu. No passado, conquistamos vários direitos e seguimos lutando por uma aposentadoria digna, futuro almejado por todos.</p>



<p>Portanto, queremos estar sempre unidos, com elos cada vez mais consolidados, pois sabemos: nem o bolo é pequeno, nem cairemos no jogo da divisão. Respeitem a nossa Rede. Ela não se rompe e não se deixa abater!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>&nbsp;&nbsp; Coletivo de Professoras/es Aposentadas/os do Sind-REDE/BH</em></strong></p>
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			</item>
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		<title>Uma greve vitoriosa política e economicamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 08:22:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Começamos o ano letivo com a greve de terceirizados, a mais forte depois da luta pela não demissão dos trabalhadores, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Começamos o ano letivo com a greve de terceirizados, a mais forte depois da luta pela não demissão dos trabalhadores, diante da migração da MGS. Uma greve que colocou os trabalhadores terceirizados no centro das atenções da cidade e da prefeitura e colocou em xeque a política de terceirização. Não conseguimos as conquistas almejadas, mas demos passos importantes para avançarmos.</p>



<p>Em maio foi a vez dos trabalhadores concursados. Movimento que teve o apoio político da cidade e chegou a mobilizar mais de 90% da categoria. Nas duas situações a ação do Sind-REDE/BH foi imprescindível. Mas o determinante foram as condições de trabalho nas escolas e a falta de respeito da PBH com os servidores e os serviços públicos.</p>



<p>O reajuste de 2,49% foi, sem dúvida, o elemento mobilizador central. Respondido pela categoria com toda a força: 2,49% não é valorização e é “sacana demais”. As dificuldades de avançarmos para além dos 2,49% foi, em grande medida, por não termos tido uma greve do conjunto dos servidores contra este índice. Mas as conquistas obtidas, no índice, na carreira, para os aposentados, estão longe de serem desprezíveis, inclusive algumas das conquistas foram pleiteadas posteriormente pelos demais servidores.</p>



<p>Mais que essas conquistas, a cidade ficou a nosso favor e expusemos a dinâmica de um governo em seu início que não valoriza o trabalhador, que se ausentou da cidade no momento do conflito, que não dialogou com os grevistas e que deu sinais de autoritarismo e despreparo com a administração pública, sendo o responsável pelo prolongamento da greve.</p>



<p>A greve começou e terminou na hora certa? Há divergências sobre esse tema, no entanto todas as definições tomadas na greve se deram por ampla maioria da categoria em assembleias democráticas e legítimas. Inquestionavelmente começamos a greve no momento em que tínhamos assembleia lotada com força de impulsionar um movimento massivo e terminamos antes que houvesse um esvaziamento por esgotamento da categoria. Saímos e entramos na greve por uma decisão da categoria, impusemos à prefeitura a necessidade de negociação e sem que a mesma conseguisse uma determinação de ilegalidade da greve no TJMG.</p>



<p>Acreditamos que temos um grande desafio: capitalizar o saldo positivo da greve, nos mantermos organizados no interior das escolas, avançar nos laços estabelecidos com as comunidades escolares e não nos deixarmos abater por problemas que o final de toda greve traz como as dificuldades na reposição. Nenhuma greve é definitiva em si mesmo. As lições que tiramos dela e o fortalecimento em nossa organização são fundamentais. Por isso é muito importante que cada escola que não definiu ainda seu representante junto ao sindicato o faça, que construamos juntos mecanismos de diálogo com a comunidade e que nos mantenhamos em alerta contra qualquer possibilidade de retrocesso em nossos direitos.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Coletivo Fortalecer</em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Greve das Trabalhadoras em Educação Concursadas da PBH: Unidade na Luta, Lições para a Democracia Sindical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 07:16:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo de junho de 2025, as trabalhadoras em educação concursadas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte protagonizaram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao longo de junho de 2025, as trabalhadoras em educação concursadas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte protagonizaram uma greve histórica, iniciada em 5 de junho e encerrada em 4 de julho. Um movimento que começou forte, unificando a categoria diante da intransigência da Prefeitura, terminou como um marco de resistência, que também deixou lições sobre processos decisórios e democracia interna. Este artigo não é apenas um relato, mas uma reflexão crítica sobre os acertos, os erros e as lições deixadas por essa mobilização.</p>



<p>A greve consolidou laços que transcendem o ambiente de trabalho: saímos dela não apenas como colegas de escola, mas como companheiras de luta. A adesão maciça ficou evidente nas assembleias de massa, nenhuma delas com menos de 2500 trabalhadoras; em primeiro de julho, mais de 4 mil educadoras votaram pela continuidade da greve, em um ato político sem precedentes na porta da PBH; dois dias depois, 2.500 trabalhadoras reafirmaram sua disposição em lutar, aprovando a<br>radicalização com uma assembleia permanente em frente à PBH. A ocupação simbólica do espaço público, inclusive com trabalhadoras pernoitando no local, demonstrou a determinação da categoria.</p>



<p>O ponto de ruptura veio no dia seguinte. Após uma audiência de conciliação no TJMG, o Comando de Greve, às 14h15, convocou uma assembleia para 16h na Praça da Estação. Assembleia que contou com a participação de apenas uma fração do quórum das mobilizações anteriores. O primeiro equívoco foi estrutural: a assembleia permanente, aprovada no dia anterior, concedeu ao Comando poderes para convocá-las tempestivamente, sem garantia de ampla participação.</p>



<p>A partir daí, foram erros sucessivos. As principais forças políticas do Comando, em uníssono e durante quase 30 minutos, defenderam o fim imediato da greve, argumentando &#8220;enfraquecimento do movimento&#8221;. A contradição era gritante: como justificar esse “enfraquecimento” se, menos de 24 horas antes, milhares haviam aprovado a continuidade?</p>



<p>Após as falas do Comando, foi a vez de a categoria se manifestar. A mesa, por definição do Comando, propôs que a categoria votasse entre 5 e 10 falas de 3 minutos. Os presentes, em sua maioria já convencidos sobre a necessidade de finalizar a greve pelas falas do Comando, votou pela limitação da participação da base a cinco falas de três minutos, sendo que algumas dessas falas foram de<br>membros do Comando.</p>



<p>Ao invés de garantir tempo para reflexão e contra-argumentação, o Comando pressionou por uma votação rápida, alegando prazos do TJ e da PBH. Recursos de votação, questões de ordem e defesas de propostas foram dificultados, e setores combativos da categoria saíram frustrados, sentindo-se ignorados.</p>



<p>A lição é clara: um movimento instituinte (que cria suas próprias regras) não pode reproduzir vícios da institucionalidade que critica. A democracia sindical exige espaço para minorias, transparência nas decisões e mecanismos que evitem a concentração de poder em pequenos grupos.</p>



<p>A greve fortaleceu a categoria, mas seu encerramento apressado revelou suas fraquezas. A unidade construída nas ruas não pode ser diluída em assembleias truncadas. O desafio agora é converter os erros em aprendizado. A greve terminou, mas a luta segue. E será ainda mais forte se soubermos escutar todas as vozes que a compõem.</p>



<p>Saudações fraternas!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Dirce Maria Taroni &#8211; Professora Municipal<br>Escola Municipal Aurélio Pires</em></strong></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A Greve Docente de 2025: Embrião para a Luta Cotidiana e Transformadora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 06:51:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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<p>A disposição da categoria de lutar sempre definiu o nosso sucesso nos embates que travamos ao longo dos anos com o governo. Além do número de companheiros em greve, as assembleias cheias, os atos na rua também foram relevantes.&nbsp;</p>



<p>Muitas vezes não consideramos, porém, a imagem que a cidade constrói do movimento. A imagem positiva sempre ajudou a produzir uma sinergia que nos alimenta e nos fortalece na luta. É a partir deste ponto de vista que pretendo avaliar o movimento de greve de 2025.</p>



<p>A sociedade capitalista é injusta e desigual e esta situação se agrava na medida que as classes hegemônicas conseguem implementar inovações de exploração das massas, promovendo táticas que ofuscam e dificultam o povo enxergar como se dá o processo do acumulativo e concentrador de riquezas e poder nas mãos dos mais ricos, cuja consequência é o crescimento das injustiças sociais e das desigualdades. </p>



<p>Neste contexto, professores e professoras se transformam em sujeitos potencialmente perigosos, pois são capazes de criar obstáculos aos interesses do capitalismo. Nesse sentido, é muito importante para os lacaios nos governos derrotar a luta dos trabalhadores da educação tanto quanto “distraí-los” na luta que se restringe aos interesses da categoria. O que o governo não quer de forma alguma é permitir que estes se identifiquem e lutem lado a lado com as camadas mais pobres, que são os usuários da escola pública. Pior seria para as camadas hegemônicas é que professores percebessem que a luta expandida para o cotidiano, ao lado das comunidades escolares, seria mais capaz de produzir vitórias mais significativas, não só para si, mas para a classe trabalhadora.&nbsp;</p>



<p>Distrair os docentes, então, significa, além de castigá-los com baixos salários, dificultar que se transformem, nas suas respectivas escolas, bem como em toda a rede, num coletivo de trabalho, que mais do que dar aulas, construa estratégias e propostas que eduque seus estudantes criticamente para viver neste mundo desigual, cheio de armadilhas.</p>



<p>Somos agentes de uma instituição que tem muita capilaridade, que é o braço do Estado que mais se aproxima do povo. Nesta instituição, temos voz própria e podemos oferecer oportunidade e condições para que o povo tome consciência da realidade social, política e econômica.</p>



<p>A greve deste ano foi um sucesso porque foi longa, com muitos docentes em greve, participando das assembleias e dos belos atos políticos nas ruas da cidade. Conseguimos trazer a população e a opinião pública para o nosso lado. Conquistamos pontos importantes da nossa pauta.&nbsp;</p>



<p>No entanto, atingiremos tudo aquilo que podemos atingir se a nossa luta for cotidiana, ao lado das comunidades escolares, transgredindo currículos e propostas construídas nos gabinetes dos lacaios, longe do chão das escolas.&nbsp;</p>



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<p class="has-text-align-center"><strong><em>Nilton Francisco Cardoso – Prof. EM Milton Campos.</em></strong></p>
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		<title>A Greve Nossa de Cada Ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Convidados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 05:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Chegamos ao segundo semestre de 2025 e já temos a nossa cota anual de luta por salários e condições de [&#8230;]]]></description>
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<p>Chegamos ao segundo semestre de 2025 e já temos a nossa cota anual de luta por salários e condições de trabalho. Luta que se revela necessária e inevitável diante das pressões de sucessivos governos neoliberais na economia e autoritários, excludentes e retrógrados nas suas propostas educacionais.</p>



<p>Todas as greves deixam diversas impressões naqueles que delas participam que vão desde a frustração pelos resultados obtidos à sensação de dever cumprido. As impressões e sensações variam tanto quanto é diversa a categoria dos professores. Uma categoria em que muitos têm dificuldades de se reconhecerem inseridos em uma profissão que é das mais numerosas, desvalorizadas, e em um momento de graves precarizações no Brasil; e também em que muitos não se reconhecem como&nbsp; parte de uma classe, a dos trabalhadores assalariados de baixa à média renda, na qual estamos mais próximos social e economicamente dos companheiros operários, enfermeiros, garis, cozinheiros do que dos companheiros engenheiros, médicos, advogados, embora sejamos em grande parte portadores de diploma de nível superior, como os últimos citados.</p>



<p>A greve de 2025 dos professores de Belo Horizonte, assim como a dos 2 ou 3 últimos anos, conseguiu alguns feitos notáveis para uma categoria cada vez mais vítima dos ardis neoliberais: preservar direitos que já foram eliminados em outras redes (como manter professorado ainda em 100% de concursados; manter a previdência municipal com regras próprias); Fazer a prefeitura se comprometer a contratar 367 professores aprovados em concurso e regulamentar a redução de alunos por turma; Atingir índices de adesão à greve acima de 80%; Conseguir visibilidade e aprovação junto à população, contando com os familiares dos alunos nas assembleias que chegaram a ter mais de 2500 pessoas.</p>



<p>O sabor de frustração fica em relação ao aumento salarial obtido, pouco menos de 5% em 2 parcelas, ainda assim maior do que o que pretendia conceder o prefeito de extrema direita Álvaro Damião. O prefeito, recém empossado, se licenciou do cargo de forma irresponsável, em um momento em que várias categorias do funcionalismo pediam diálogo para discutir melhores salários e condições de trabalho. A licença do prefeito se torna ainda mais absurda pelo motivo apresentado: um curso de 2 semanas de “segurança pública” em Israel, país que comete um genocídio na Palestina atualmente com fartas imagens para o mundo todo.</p>



<p>Por fim, um aspecto positivo da greve de 2025 foi ter ampliado uma conscientização política nos professores de BH. A liderança exercida pelo sindicato da categoria em BH, o Sind-REDE/BH, foi fundamental, e em parte isso se deve pela composição da sua diretoria, que se mostrou mais diversificada, unida, atuante e combativa, enfim, mais democrática.</p>



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<p class="has-text-align-center"><strong><em>Roberson Adriano Soalheiro<br>Professor de inglês (atualmente em readaptação funcional na biblioteca)<br>Lotado na E. M Paulo Mendes Campos (CEI Imaculada Conceição)</em></strong></p>
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